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Exposição no Rio apresenta dualidade presente nos territórios periféricos

Mostra reúne 25 obras do artista Jota, sobre a tensão entre os afetos e violências vivenciados na comunidade do Complexo do Chapadão
O artista JOTA ao lado da obra “Guerra de Facção”.

O artista JOTA ao lado da obra “Guerra de Facção”.

— Divulgação/Amanda Nascimento

21 de setembro de 2025

O artista JOTA inaugurou sua nova exposição, “Amor Ódio”, na galeria MT Projetos de Arte, no Centro Histórico do Rio de Janeiro, após retornar de uma mostra individual em Milão, na Itália. A exposição pode ser visitada até o dia 18 de outubro.

Com curadoria do jornalista, escritor e roteirista Dodô Azevedo, a mostra reúne mais de 25 obras, em diferentes formatos, de pequenas dimensões a grandes composições. 

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As obras exploram as dualidades presentes no cotidiano do artista, a partir da sua vivência entre os afetos e as violências comuns à realidade das comunidades periféricas.

Segundo, Dodô Azevedo, o trabalho de JOTA se mantém alimentado pela atmosfera do local onde nasceu e ainda vive.

“JOTA mostra tanto o pôr do sol sobre os barracos quanto as paredes marcadas por balas; tanto os namorados na laje quanto o olhar de quem atravessa a rua com medo de não voltar. Sua arte é como um díptico: de um lado, o afeto bruto; do outro, a raiva justa. Separar um do outro seria mutilar o sentido”, afirma o curador em comunicado à imprensa.

Obra ”Dia de matar aula” ,de autoria de JOTA. Foto: Divulgação/Amanda Nascimento

O artista também integra a exposição coletiva “FUNK: Un cri de Liberté”, em cartaz até o dia 21 de setembro, na Maison Folie Wazemmes, em Lille, como parte do calendário de celebrações do Ano do Brasil na França.

A mostra no Rio de Janeiro fica aberta para visitação de terça a sábado, de 11h às 18h.

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  • Thayná Santana

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