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Instituto Cultural Bantu vence Prêmio Pacto Contra a Fome 2025

Projeto baiano Ajeum Bantu é reconhecido por promover segurança alimentar e combate ao desperdício com foco em comunidades afro-indígenas
Entrega do Prêmio Pacto Contra a Fome 2025, na capital paulista.

Entrega do Prêmio Pacto Contra a Fome 2025, na capital paulista.

— Divulgação/ICBANTU

16 de novembro de 2025

O Instituto Cultural Bantu (ICBANTU), fundado pelo capoeirista e educador social Edielson Miranda, conhecido como Mestre Roxinho, foi um dos vencedores do Prêmio Pacto Contra a Fome 2025, com o projeto Ajeum Bantu. A iniciativa foi ganhadora da categoria Redução e/ou Reversão do Desperdício de Alimentos.

A premiação, realizada no Teatro do SESI, em São Paulo, reuniu lideranças do terceiro setor, gestores públicos e representantes de agências da Organização das Nações Unidas (ONU), como a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

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O prêmio é uma das mais relevantes iniciativas nacionais de reconhecimento e incentivo a projetos que enfrentam a fome e o desperdício de alimentos no Brasil. Em sua terceira edição, recebeu mais de mil inscrições de todas as regiões do país e premiou seis iniciativas com R$ 100 mil e o Troféu Pacto Contra a Fome, assinado pelo artista Vik Muniz.

Criado em 2020, em meio à pandemia, o Ajeum Bantu nasceu na cidade de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica (BA), território onde mais de 53% da população vive em extrema pobreza. O projeto atua como um ecossistema vivo e afrocentrado, que integra alimentação, educação, cultura e sustentabilidade.

Entre suas atuações, o projeto recebe alimentos excedentes, mas próprios para consumo, de parceiros como o Atakadão Atakarejo e o Mesa Brasil, em parceria com o Sesc, e transforma esses produtos em refeições por meio da cooperativa KUTA, gerando renda, autonomia e protagonismo feminino. A iniciativa também atua para garantir segurança alimentar a mulheres, mães solo, crianças e famílias afro-indígenas.

“Alimentamos pessoas enquanto formamos pessoas. Alimentamos a consciência enquanto geramos cultura, pertencimento, renda e esperança. O projeto Ajeum Bantu é um ecossistema de justiça social que alimenta hoje e planta o amanhã”, declarou Mestre Roxinho, em nota à imprensa.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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