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Livro busca quebrar preconceitos sobre origem africana da matemática

Obra de Jefferson Todão desafia a narrativa tradicional que limita a primórdios da ciência
Imagem mostra uma lupa preta sob um livro de matemática.

Foto: Pexels

3 de março de 2024

A editora Ananse lança na próxima quinta-feira (7), na livraria Martins Fontes, em São Paulo, o livro “A Origem Africana da Matemática”, do escritor Jefferson Todão. A obra busca quebrar conceitos arraigados ao desafiar a narrativa tradicional que limita a origem da ciência e da matemática às civilizações gregas e europeias. 

Ao destacar a herança científica e cultural de países africanos como África do Sul, República Democrática do Congo, Mali, Líbia e Egito, Todão compartilha a importância de conceitos fundamentais originados nesses países, como o calendário, a escrita e a astronomia. 

Além de enriquecer a compreensão sobre a origem da matemática, a obra se alinha à necessidade de cumprir com a Lei 10.639/03, que busca promover a história e a cultura afro-brasileira e africana nas escolas do Brasil.

Visando destacar a importância de reconhecer e celebrar essas contribuições dos povos africanos, o autor explora desde os primeiros sistemas de numeração até os avanços na geometria e álgebra, e ressalta a sofisticação matemática das civilizações africanas antigas.

Por meio dessa revisão histórica, o livro se propõe a corrigir um epistemicídio histórico, trazendo à luz as contribuições ignoradas dos povos africanos para o desenvolvimento global da ciência e da construção do conhecimento humano.

O autor também defende que a educação em ciências deve refletir a diversidade de contribuições culturais e desafiar a hegemonia eurocêntrica que domina os currículos educacionais para promover uma educação decolonial.

A foto apresenta o escritor Jefferson Todão, autor de “A Origem Africana da Matemática”.
O escritor Jefferson Todão, autor de “A Origem Africana da Matemática”. Foto: Divulgação
  • Mariane Barbosa

    Curiosa por vocação, é movida pela paixão por música, fotografia e diferentes culturas. Já trabalhou com esporte, tecnologia e América Latina, tema em que descobriu o poder da comunicação como ferramenta de defesa dos direitos humanos, princípio que leva em seu jornalismo antirracista e LGBTQIA+.

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