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Luedji Luna: Um corpo no mundo

1 de dezembro de 2016

Texto: Divulgação / Foto: Tassia Nascimento e Alile Dara / Edição de Imagem: Pedro Borges

Um Corpo No Mundo é uma canção que intitula o show que vem sendo apresentado pela cantora baiana em São Paulo, mas que também dá nome ao projeto do seu primeiro disco, a ser viabilizado pela campanha de financiamento coletivo a se iniciar ainda em janeiro.

Um Corpo No Mundo é uma proposta para se pensar identidade, é um olhar da artista sobre si mesma a partir do contato com imigrantes africanos em São Paulo, e uma busca de reconhecimento de si mesma no outro, uma necessidade de conexão com a ancestralidade através do encontro com quem migrou. Esse encontro acorda memórias e faz pensar como a diáspora anterior e atual podem se interconectar. Faz pensar em qual África a cantora pode chamar de sua.

Com direção e fotografia de Joyce Prado da Oxalá Produções o clipe remete a travessia e o deslocamento. O espaço que se ocupa, mas não se identifica, o não lugar, o não pertencer.

A partir dessa diretriz se imagina um vídeo clipe com Luedji atuando qual este corpo e São Paulo na representação deste não lugar. Na tela, o urbano e o concreto que se sobrepõe aos corpos, suas texturas e grafismos que se opõem s movimentos orgânicos e fluídos, da música e da voz.

Movimentos repetidos afim de se conectar os diferentes espaços através do corpo. Imagens feitas do alto que mostram a trajetória, a travessia. Espera-se que este corpo seja uma presença, que dialogue, mas não pertença ao espaço.

Música: Luedji Luna
Produção Musical: Sebastian Notini
Direção e Fotografia: Joyce Prado
Montagem: Janaina Nascimento

LuedjiLuna

Sobre Luedji Luna

Cantora e compositora com influências do Jazz e da MPB, Luedji Luna iniciou seus estudos em música na Escola Baiana de Canto Popular, fundada pela professora da Universidade Federal da Bahia Ana Paula Albuquerque.

Natural de Salvador, Luedji foi cofundadora do M.O.V.A., coletivo de compositoras de sua cidade, onde também foi membro do Bando Cumatê, coletivo engajado na pesquisa, difusão e fomento das manifestações artísticas tradicionais da cultura brasileira.

Ainda em Salvador, participou da oficina “Alimacanta” de canto essencial – ministrada pela cantora e compositora argentina Mariana Pereiro –, que traz uma abordagem holística ao canto, reunindo técnicas acadêmicas com elementos de Chi Kung e Yoga. 

Desde 2011 vem se apresentando em recitais nos principais palcos de Salvador e cantando em bares do Rio Vermelho, bairro boêmio da cidade. Foi vencedora da etapa regional do Festival da Canção Francesa, realização da Aliança Francesa em 2013. No mesmo ano, cantou no espetáculo “Ponto Negro em Tela Branca” da Diretora Kléia Maquenda. É ex membro do grupo “Uns Zanzoutros”, uma das bandas participantes do tributo aos Novos Baianos realizado pelo site Jardim Elétrico em São Paulo, show que reuniu nomes como Cícero, A Banda Mais Bonita da Cidade, Diogo Poças, Thamires Thanouss, Larissa Back, entre outros artistas da nova geração. Em 2014, em curta temporada no sudeste do país (Rio de Janeiro/ São Paulo), participou do Sarau Preto, um evento organizado por Mombaça Momba, cantor e compositor carioca, parceiro de artistas como Mart’nália, e cujo projeto visa o encontro de compositores e poetas afro-brasileiros com o objetivo primeiro em destacar, exaltar e revelar a produção litero-musical de compositores negros. Na mesma oportunidade, ainda no Rio de Janeiro, Luedji abre o show da cantoautora Teka Baluthy e suas convidadas Késia Estácio e Juliana Diniz no projeto “Foco MPB”.

Desde 2015 residindo em São Paulo, Luedji vem se apresentando na cidade. Participou do evento de moda “Casa de Criadores”, cantando no desfile do baiano Isaac Silva, e fez apresentações em casas como Puxadinho da Praça, Kabul Bar, SESC, Bourbon Street e Café Piu-Piu, onde realizou seu primeiro show na capital paulista: “Um Corpo No Mundo”, que dá nome ao seu primeiro disco, a ser lançado no próximo ano com produção de Sebastian Notini, sueco radicado na Bahia, produtor dos dois últimos discos de Tiganá Santana e do aclamado “Mama Kalunga”, de Virginia Rodrigues, vencedor do último Prêmio da Música Popular Brasileira.

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