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Museu das Favelas inaugura exposição em homenagem ao centenário de Frantz Fanon

Mostra reúne mais de 130 obras que exploram o legado do pensador e marca o início da internacionalização da instituição, com foco na produção crítica e nas narrativas periféricas
Uma estátua de costa no meio de dois painéis com os dizeres "quebrada" e "morro" em cada um deles.

Uma estátua de costa no meio de dois painéis com os dizeres "quebrada" e "morro" em cada um deles.

— Laio Rocha/Divulgação

9 de novembro de 2025

O Museu das Favelas inaugura, no dia 25 de novembro, a exposição Imaginação Radical: 100 anos de Frantz Fanon, em homenagem ao centenário do pensador que influenciou movimentos de libertação e reflexões sobre raça, colonialismo e subjetividade no século XX. A data coincide com o aniversário de três anos do Museu e integra a programação do Mês da Consciência Negra.

Com direção artística e curadoria de Thais de Menezes e curadoria institucional de Jairo Malta, a mostra reúne mais de 130 obras. As peças demonstram como o pensamento de Fanon permanece presente em práticas artísticas, debates públicos e organizações sociais no Brasil e em outros países.

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Segundo Natália Cunha, diretora do Museu das Favelas, a exposição reforça o papel da instituição como espaço de reflexão crítica. Ela afirma que, para Fanon, povos historicamente marginalizados precisam assumir a própria narrativa como forma de recuperar humanidade e dignidade.

“Essa visão se conecta diretamente com os princípios do Museu. A mostra propõe reimaginar o mundo a partir das tecnologias sociais e ancestrais das favelas. Trata-se de uma homenagem ao legado de Fanon e de sua potência política”, disse em nota à imprensa.

Participação de artistas de diferentes países

A mostra conta com 40 artistas convidados, entre brasileiros, refugiados, apátridas e criadores de países como Colômbia, Argélia, Marrocos, Bolívia, Venezuela, Angola e Espanha. Entre os nomes presentes estão Dalton Paula, Bruno Baptistelli, Rebeca Carapiá, JX, Juliana dos Santos, Nenesurreal, Tau Luna e Mayara Amaral.

As obras abordam temas como identidade, luta política, território, memória coletiva e construção de futuro a partir das experiências das periferias e diásporas negras.

De acordo com Ricardo Piquet, diretor-geral do idg, a exposição marca o início do processo de internacionalização do Museu. Ele afirma que já existem articulações com instituições culturais da América Latina e de outros continentes, com o objetivo de promover trocas e debates sobre questões urbanas, culturais e históricas comuns.

“Por meio do intercâmbio cultural, levamos a arte periférica para o mundo, contando ainda com a participação de nomes consagrados no Brasil e no exterior. Dar visibilidade a esse projeto é motivo de muito orgulho: ele nasceu de uma pesquisa realizada pela diretora artística Thais de Menezes, tornou-se um sonho coletivo, idealizado por muitas mãos, e agora ganha vida”, comenta em comunicado de divulgação.

A organização prevê a visita de mais de 80 mil pessoas até o encerramento da mostra, em 24 de maio de 2026. A entrada é gratuita, mas é necessário retirar ingresso antecipado no site Sympla. O museu funciona de terça a domingo, das 10h às 17h, com permanência até as 18h.

Serviço

Exposição Imaginação Radical: 100 anos de Frantz Fanon

Quando: 25 de novembro de 2025 a 24 de maio de 2026

Horários: terça a domingo, das 10h às 17h (permanência até 18h)

Onde: Museu das Favelas — Largo Páteo do Colégio, 148, Centro Histórico, São Paulo (SP)

Ingressos: retirada antecipada pelo Sympla ou na recepção, sujeito à lotação

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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