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Pagode da Tia Doca é reconhecido como patrimônio imaterial do Rio

Centro cultural foi fundado na década de 1970 e mantém viva a tradição das rodas de samba na capital fluminense
Roda de samba no centro cultural Pagode da Tia Doca, em Madureira, no Rio.

Roda de samba no centro cultural Pagode da Tia Doca, em Madureira, no Rio.

— Divulgação/Assessoria de imprensa

27 de junho de 2026

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro derrubou o veto da prefeitura ao Projeto de Lei (PL) nº 1853/2026 que reconhece o Pagode da Tia Doca como patrimônio histórico e cultural de natureza imaterial da cidade. O texto segue para promulgação do presidente da Casa, Carlo Caiado (PSD).

A proposta é de autoria do vereador Leonel de Esquerda (PT), que no início de junho homenageou o espaço com a Medalha Pedro Ernesto, principal honraria do município.

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“O Pagode da Tia Doca é um patrimônio vivo da cidade. Sua importância transcende o entretenimento, sendo um espaço de resistência cultural e celebração da ancestralidade. Além de seu imenso valor histórico-cultural, o evento proporciona o sustento de dezenas de trabalhadores”, destacou o parlamentar.

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Uma das principais referências históricas da Portela, Tia Doca faleceu em 2009. Desde então, o centro cultural que leva seu nome vem sendo administrado pelo filho Jalmir Araújo Costa, conhecido como Nem da Tia Doca.

Mulher preta que marcou a história do samba, a portelense trabalhou como tecelã e empregada doméstica para criar os três filhos. Por meio da música, transformou seu quintal em um local de geração de renda e resistência cultural.

A sambista Tia Doca. (Créditos: Divulgação/Assessoria de imprensa)

Localizado em Madureira, o estabelecimento foi fundado na década de 1970 e, desde então, mantém viva a tradição das rodas de samba, consolidando-se como ponto de encontro de gerações de artistas e admiradores do gênero.

Ao longo de sua história, recebeu ícones como Dona Ivone Lara, Clara Nunes, Paulinho da Viola, Beth Carvalho, Jorge Aragão, Casquinha, Alcaide, Dudu Nobre e Zeca Pagodinho.

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  • Felipe Ruffino

    Felipe Ruffino é jornalista, pós-graduado em Assessoria de Imprensa e Gestão da Comunicação, possui a agência Ruffino Assessoria e ativista racial, onde aborda pautas relacionada à comunidade negra em suas redes sociais @ruffinoficial.

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