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Núcleo de Estudos Yabás visa romper estereótipos racistas em curso sobre tese de Sueli Carneiro

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas até o dia 20 de novembro; a Alma Preta conversou com uma das organizadoras da formação
Imagem mostra a filósofa e ativista Sueli Carneiro na entrada de um auditório sob aplausos de outras pessoas.

Foto: Luis Gustavo Prado/Secom UnB

20 de outubro de 2023

A filósofa Sueli Carneiro, uma das figuras mais relevantes no ativismo e nos estudos raciais no Brasil, explorou o conceito de epistemicídio em sua tese de doutorado “A construção do Outro como Não-ser como fundamento do Ser” (2005). O estudo contribuiu para discussões essenciais sobre os conceitos de racismo estrutural, sexismo e marginalização.

Através da produção acadêmica, Carneiro desafiou as barreiras do epistemicídio, desempenhando um papel significativo na desconstrução de visões estereotipadas sobre o conhecimento produzido pela comunidade negra.

Diante desse cenário, nos dias 21, 22 e 23 de novembro, às 19h, o curso on-line “Diálogos com Sueli Carneiro: epistemicídio na arte, na história e na política”, promovido pelo Núcleo de Estudos Yabás, pretende discutir práticas antirracistas na produção de conhecimento a partir do pensamento proposto pela ativista. As inscrições vão até 20 de novembro. 

Apesar da formação ter como público-alvo profissionais da educação, estudantes das licenciaturas e pessoas negras, a pesquisadora Maira Mantovani, que também atua como coordenadora na Uneafro Brasil, ressaltou a importância da participação de todos para “desmistificar um pouco a filosofia e o movimento negro“.

“[Nas aulas] a gente democratiza esses saberes que parecem ser temas muito complexos, mas abordamos de uma forma bem dinâmica e acessível, em uma linguagem popular, um tema que costuma ser entendido como uma intelectualidade muito à parte da nossa sociedade e das nossas práticas”, explica em entrevista à Alma Preta

No documentário “Nenhum saber para trás: os perigos das epistemologias únicas”, produzido pela Alma Preta, a psicóloga e pesquisadora Cida Bento e o escritor e ativista Daniel Munduruku também falam sobre a necessidade de compreender o papel dos povos negros e indígenas na produção científica do Brasil, criticando a falta de diversidade na academia.

Para Mantovani, que também é uma das idealizadoras do núcleo, o curso é, também, uma forma de “democratizar esses saberes que acabam ficando” na universidade. “Então é legal fazer essa ponte entre a academia e essas pessoas que estão vivendo o cotidiano combatendo o racismo no dia a dia, professores e professoras, militantes do movimento negro”, pontua. 

As inscrições devem ser feitas através do e-mail: [email protected]. O investimento para o público amplo no valor de R$ 85 será utilizado para a realização dos trabalhos do núcleo de estudos. Pessoas negras e estudantes de graduação e pós-graduação pagam meia entrada. Para garantir uma vaga social, basta sinalizar no corpo do e-mail. 

  • Mariane Barbosa

    Curiosa por vocação, é movida pela paixão por música, fotografia e diferentes culturas. Já trabalhou com esporte, tecnologia e América Latina, tema em que descobriu o poder da comunicação como ferramenta de defesa dos direitos humanos, princípio que leva em seu jornalismo antirracista e LGBTQIA+.

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