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Deputada do Rio de Janeiro cria projeto de lei contra a censura de artistas periféricos

Ação em resposta à prisão do cantor Mc Poze do Rodo visa combater a criminalização do rap e do funk
A deputada estadual Dani Monteiro (PSOL-RJ) durante plenária com o boné da Campanha “MC não é bandido”.

A deputada estadual Dani Monteiro (PSOL-RJ) durante plenária com o boné da Campanha “MC não é bandido”.

— Reprodução/Rede Social

13 de junho de 2025

A deputada estadual Dani Monteiro (PSOL-RJ) lançou, nesta semana, a campanha do Projeto de Lei   (PL) 4805/2025, intitulada “MC Não é Bandido”, com foco no combate da censura de artistas periféricos e que visa garantir o incentivo público à cultura negra e popular. 

A proposta surge após a  prisão do cantor MC Poze do Rodo, detido no fim de maio e liberado no dia 3 de junho por decisão concedida pelo desembargador Peterson Barroso Simão, da 1ª Vara Criminal de Jacarepaguá (RJ). O episódio provocou mobilizações contra a abordagem policial truculenta e a criminalização da juventude negra e periférica.

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Para a deputada, que também preside a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o caso representa mais uma tentativa de censura e perseguição a jovens das periferias que utilizem expressões artísticas como o funk, rap e trap para retratar a realidade das favelas. 

“O caso de Poze não é especial nem isolado. Outros nomes do funk e do trap, como o DJ Rennan da Penha e MC Maneirinho, também já foram vítimas dessa perseguição baseada em elitismo e racismo. Chega de esculacho com o trap, rap e funk. MC não é bandido, é artista e merece ser livre para expressar sua arte”, afirmou a deputada em comunicado à imprensa.

O projeto de lei também é assinado pelo deputado federal Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ). Os parlamentares buscam apoio popular para aprovação da proposta que cria o programa de “Prevenção à Censura da Arte e Cultura” no estado do Rio de Janeiro pelo direito à liberdade de expressão. O site oficial já reúne mais de 10 mil assinaturas. 

A proposta ainda prevê a criação de mecanismos que impeçam qualquer tentativa de censura a artistas no estado e a autorização para que o  poder público contrate shows, artistas e eventos que promovam a cultura periférica e das favelas à população

A iniciativa também propõe um artigo que impede a administração pública de avaliar o mérito das composições artísticas como critério para regular o acesso de recursos. 

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  • Thayná Santana

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