O ex-deputado Chiquinho Brazão, cassado e condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, foi alvo, na quinta-feira (9), de uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga um esquema de desvio de emendas parlamentares.
Preso em regime fechado desde março de 2024 no Presídio Federal de Campo Grande (MS), Chiquinho Brazão foi condenado por ordenar a morte de Franco. À época, ele foi apontado como mandante por Ronnie Lessa, ex-policial e executor confesso da parlamentar. Em abril de 2025, a Câmara dos Deputados declarou a perda do mandato do então deputado federal pelo envolvimento no assassinato.
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A Operação Emendatio contou com 60 policiais federais e cumpriu dois mandados de prisão preventiva, além de 21 de busca e apreensão, todos na capital fluminense.
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Entre os presos está Raphael da Silva Gonçalves, ex-assessor de Domingos Brazão, irmão de Chiquinho, condenado a 76 anos e três meses de reclusão pelo mesmo crime. Robson Calixto Fonseca, sentenciado a nove anos de reclusão por organização criminosa armada, também foi alvo da operação.
Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou o bloqueio patrimonial no valor de R$ 100 milhões.
De acordo com a PF, a investigação identificou que recursos de emendas parlamentares eram destinados a organizações da sociedade civil (OSCs) no Rio de Janeiro que mantinham parcerias com órgãos da administração pública federal.
No entanto, conforme indica a Polícia Federal, parte dessa verba era desviada por meio de pagamentos indevidos e da utilização de empresas de fachada e laranjas. O inquérito aponta indícios de irregularidades nas parcerias com as OSCs, como superfaturamento, inexecução contratual e conluio entre empresas participantes das cotações de preços.
Também são apurados crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.