PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Deputada propõe benefício emergencial para indígenas e quilombolas afetados por queimadas

O projeto de lei da deputada Céila Xakriabá propõe a criação do Auxílio Emergencial para Indígenas e Quilombolas (AEIQ), no valor de R$ 600,00 por família
Indígenas da comunidade Huni Kuī do Centro Huwá Karu Yuxibu, no Acre, em área do território devastada por queimadas em 2020.

Indígenas da comunidade Huni Kuī do Centro Huwá Karu Yuxibu, no Acre, em área do território devastada por queimadas em 2020.

— Reprodução / Conselho Indigenista Missionário

26 de fevereiro de 2025

Na terça-feira (25), foi apresentado à Câmara dos Deputados um Projeto de Leii (PL) que prevê o pagamento de auxílio emergencial para famílias indígenas e quilombolas que vivem em territórios atingidos por queimados.

O PL 4007/24, de autoria da deputada federal Célia Xakriabá (PSOL-MG), concede um benefício de R$ 600 pelo período de seis meses. O Auxílio Emergencial para Indígenas e Quilombolas (AEIQ) poderá ser prorrogado por decisão do governo federal, estadual ou municipal.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

Segundo o texto da proposta legislativa, o benefício será concedido às famílias residentes em territórios afetados direta ou indiretamente pelas queimadas.

O recebimento poderá ser acumulado com outros benefícios sociais, como o Bolsa Família, e terá um limite de três cotas por grupo familiar. A prioridade será para famílias chefiadas por mulheres.

Para ser elegível ao auxílio, o projeto determina que indígenas e quilombolas deverão ser devidamente registrados no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) ou em cadastros específicos, que serão definidos pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Na justificativa do PL, Célia Xakriabá destaca o aumento expressivo nas queimadas em Terras Indígenas (TI) e territórios quilombolas. A deputada ainda ressalta que os incêndios, muitas vezes criminosos, intensificam a insegurança alimentar, hídrica e ameaçam a saúde das comunidades tradicionais.

“Essas comunidades, já em situações de vulnerabilidade histórica e socioeconômica, são as mais impactadas por esses desastres, que não só comprometem suas fontes de sustento, mas também os ameaçam culturalmente”, diz trecho do projeto. 

O projeto tramita em caráter conclusivo na Câmara e será analisado pelas comissões de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial; da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais; e de Finanças e Tributação. Antes se tornar lei, a proposta ainda precisa ser votada pelo Congresso.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Verônica Serpa

    Graduanda de Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano