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Erika Hilton aciona PGR contra proibição de mulheres trans em banheiros femininos no MS

Em nota em rede social, deputada afirma que a norma é inconstitucional e pode ampliar a violência contra mulheres trans
Uma placa de gênero em um banheiro.

Uma placa de gênero em um banheiro.

— Reprodução/Pexels

6 de maio de 2026

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) denunciou à Procuradoria-Geral da República (PGR), na terça-feira (5), uma lei municipal que proíbe mulheres trans de usarem banheiros femininos em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. 

Em nota no X (antigo Twitter), a parlamentar afirma que a medida é inconstitucional e pode ocasionar mais casos de violência contra mulheres e meninas trans. 

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“Essa lei é inconstitucional, inaplicável e só vai servir para que políticos e/ou pervertidos tentem fiscalizar os órgãos de mulheres e meninas nas portas de banheiros, ou pra que pessoas odiosas se sintam autorizadas a violentar mulheres trans ou qualquer mulher que fuja do padrão de beleza em banheiros. Normalmente, mulheres negras e lésbicas”, declarou. 

Leia mais: Erika Hilton sobre escala 6×1: ‘O trabalho não pode sugar a vida do indivíduo’

A Lei nº 7.615/2026  foi sancionada pela prefeita Adriane Lopes (PP), no dia 22 de abril, e integra a Política Municipal de Proteção à Mulher. O texto da norma determina que os espaços devem ser utilizados exclusivamente por “mulheres biológicas”. 

A deputada destacou que o estado mato-grossense ocupa o segundo lugar no ranking nacional de feminicídios. Para ela, os esforços políticos deveriam visar a resolução da violência de gênero e não sua ampliação. 

Hilton também recordou investigações de corrupção relacionadas à Lopes, como a apuração de desvio de R$ 156 milhões de verbas da saúde pública de Campo Grande e convênios firmados com o Banco Master. 

“Sabendo que o enfrentamento ao feminicídio causaria prejuízo com o eleitorado conservador, machista e misógino, os políticos de Campo Grande precisam fingir que estão ‘defendendo’ alguma mulher”, completou.

Leia mais: Encontro nacional fortalece empregabilidade de pessoas trans negras

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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