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Ministro Silvio Almeida defende na ONU criação de Estado Palestino

O ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania representa o Brasil na 55ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, na Suiça
Ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida discursa na tribuna do Segmento de Alto Nível da 55ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Foto: Violaine Martins/ONU

27 de fevereiro de 2024

O ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Silvio Almeida, defendeu a criação de um Estado Palestino livre e soberano durante seu discurso na 55ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Organizações das Nações Unidas (ONU). 

O evento acontece em  Genebra, na Suíça, até quarta-feira (28). Durante a cerimônia de abertura do evento, Silvio Almeida também destacou políticas voltadas a grupos sociais vulnerabilizados no Brasil

“Já, em mais de uma oportunidade, condenamos os ataques perpetrados pelo Hamas e demandamos a libertação imediata e incondicional de todos os reféns. Mas também reitero nosso repúdio à flagrante desproporcionalidade do uso da força por parte do governo de Israel, uma espécie de ‘punição coletiva’, que já ceifou a vida de quase 30 mil palestinos – a maioria deles, mulheres e crianças –, forçadamente deslocou mais de 80% da população de Gaza, e deixou milhares de civis sem acesso à energia elétrica, água potável, alimentos e assistência humanitária básica”, disse o ministro, diante da tribuna de abertura.

Almeida ainda afirmou que seria o dever do conselho buscar soluções pacíficas dos conflitos e se opor a “toda forma de neocolonialismo e de Apartheid“.

Segundo nota oficial do MDHC, o discurso  marca a volta do Brasil ao cenário Internacional. “No plano internacional, sob a liderança do presidente Lula, resgatamos nossa vocação universalista e reposicionamos o Brasil nas discussões multilaterais e nos contenciosos internacionais no campo dos direitos humanos”, declarou o ministro.

Grupos vulnerabilizados

Durante a fala, Silvio Almeida reforçou a importância da participação social na construção das políticas de direitos humanos e citou ações voltadas a grupos vulnerabilizados no país, como o “Novo Viver sem Limite”, programa voltado às pessoas com deficiência e suas famílias. Outro lançamento destacado foi o “Ruas Visíveis”, que destina R$ 1 bilhão para assegurar a garantia dos direitos civis de pessoas em situação de rua.

Foi revelado que está em curso um “Plano Nacional para Pessoas Idosas” e uma nova “Política Nacional de Direitos da Criança e Adolescente”, que deverão orientar as iniciativas governamentais para os próximos 10 anos. Por fim, lembrou que em 2023 foi entregue à sociedade brasileira a “Estratégia Nacional de Enfrentamento à Violência contra Pessoas LGBTQIA+”.

“Ao ocuparmos novamente uma cadeira neste Conselho, renovamos nosso compromisso pela construção de um mundo em que todas as pessoas tenham a oportunidade de conhecer e aprender com o passado e a possibilidade de projetar para si e para sua comunidade um futuro mais justo e solidário. Que direitos humanos seja sinônimo de palavras como futuro, transformação e esperança”, concluiu.

O ministro desembarcou em Genebra no domingo (25) e durante três dias deverá participar de uma série de eventos, encontros bilaterais com autoridades internacionais e coletiva de imprensa, marcada para quarta-feira (28).

  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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