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TSE lança campanha para ampliar mulheres, negros e indígenas na política

Ação destaca desigualdade na ocupação de cargos eletivos e será veiculada até julho em rádio, TV e redes sociais
Edifício sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Edifício sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

— Marcelo Camargo/Agência Brasil

6 de maio de 2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou nesta terça-feira (5) a “Campanha Representatividade”. A ação estimula a participação política de grupos historicamente sub-representados no Brasil: mulheres, negros e indígenas. 

Além das redes sociais, a campanha será veiculada nas emissoras de rádio e TV até 30 de julho.

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As peças mostram a disparidade entre a realidade demográfica brasileira e o perfil atual dos ocupantes de cargos eletivos. O conteúdo informa que a pluralidade é um pilar fundamental para o fortalecimento da democracia, a defesa de direitos específicos e a consolidação da identidade cultural do país.

A campanha conta com peças de 30 segundos (um vídeo para televisão e um spot para rádio) além de conteúdo para os perfis oficiais da Justiça Eleitoral nas redes sociais. O plano de mídia está disponível no Portal do TSE.

O período entre abril e julho é reservado por lei para propagandas que incentivem a participação das mulheres, dos jovens e da comunidade negra, bem como para esclarecer o funcionamento do sistema eleitoral.

Leia mais: Conheça os pré-candidatos negros à Presidência nas eleições de 2026

Participação feminina cresce, mas segue distante da maioria

Embora os homens ainda sejam ampla maioria nas disputas eleitorais, as candidaturas femininas cresceram nos quatro últimos pleitos. Em 2018, cerca de 9,2 mil mulheres se candidataram (32% do total). Em 2022, o número subiu para aproximadamente 9,9 mil (34%).

Nas eleições municipais, o volume de candidaturas femininas diminuiu, mas a participação se manteve estável. Mulheres representaram cerca de 187 mil candidaturas em 2020 (34%) e aproximadamente 159 mil em 2024 (34%). O percentual ainda distancia as mulheres da maioria masculina.

As candidaturas de pessoas negras (autodeclaradas pretas e pardas) passaram a representar a maioria nas Eleições Gerais de 2022. Em 2018, o grupo somava cerca de 13,5 mil candidaturas (46% do total). Em 2022, o número chegou a aproximadamente 14,7 mil (50%).

Nas eleições municipais, a participação de candidatos negros também cresceu. O grupo passou de cerca de 279 mil candidaturas em 2020 (50%) para aproximadamente 239 mil em 2024 (52%). 

Pessoas brancas seguem como o maior grupo isolado e mantém predominância no cenário eleitoral, com cerca de 268 mil candidaturas em 2020 (49%) e 217 mil em 2024 (47%).

As candidaturas indígenas cresceram, embora ainda representem parcela reduzida do total. Em 2018, cerca de 130 pessoas indígenas se candidataram (menos de 1% do total). 

Em 2022, o número chegou a aproximadamente 190. Nas eleições municipais, as candidaturas indígenas passaram de cerca de 2,2 mil em 2020 (menos de 1%) para aproximadamente 2,6 mil em 2024.


Leia mais: O que é comunicação decolonial e por que o tema deve ganhar espaço nas eleições de 2026

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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