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Operação policial deixa 4 feridos e fecha 22 escolas no Rio de Janeiro

Um homem, dois idosos que estavam em um ônibus e o motorista do coletivo foram feridos durante a operação policial no Complexo do Israel, na Zona Norte do Rio
Viatura da Polícia Civil durante operação na favela Cidade Alta, que integra o Complexo do Israel, no Rio de Janeiro, em 10 de junho.

Viatura da Polícia Civil durante operação na favela Cidade Alta, que integra o Complexo do Israel, no Rio de Janeiro, em 10 de junho.

— Mauro Pimentel/AFP

10 de junho de 2025

Uma operação policial deflagrada pelas polícias Civil (PCRJ) e Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) nesta terça-feira (10) feriu quatro pessoas na Zona Norte da capital fluminense.

Pela manhã, a operação bloqueou a Avenida Brasil e a Linha Vermelha, duas das principais vias do Rio de Janeiro. Entre os baleados estão um motorista e dois passageiros idosos de um ônibus. Um homem que teria parado para prestar socorro também foi atingido durante o tiroteio.

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Segundo a Polícia Civil, a ação é realizada no Complexo do Israel e visa o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP).

De acordo com o jornal Voz das Comunidades, cerca de 22 escolas foram fechadas em decorrência da operação. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) determinou que não sejam cobradas as presenças de estudantes e servidores do campus.

Até o momento, sete unidades de saúde que atendem a região tiveram os atendimentos impactados, incluindo clínicas da família e centros municipais de saúde. Do total, quatro suspenderam completamente as atividades e três interromperam a atuação externa nos domicílios.

Parlamentares usaram as redes sociais para demonstrar preocupação com as consequências da ação na vida da população. Em nota no X (antigo Twitter), o deputado estadual Professor Josemar (PSOL-RJ) classificou como ineficaz a política de segurança pública do governador Claudio Castro (PL).

“Manhã de caos no RJ. Avenida Brasil interditada, devido ao tiroteio durante operação no Complexo de Israel. Trabalhadores tendo de se esconder, deitados no chão dos ônibus. A política de segurança pública de Cláudio Castro é estúpida e ineficiente. Chega desse governo!”, declarou. 

https://x.com/profjosemarpsol/status/1932463736343638039?ref_src=twsrc%5Egoogle%7Ctwcamp%5Eserp%7Ctwgr%5Etweet

Aprensiva com possíveis violações policiais, a deputada estadual Renata Souza (PSOL-RJ) disponibilizou seu contato para denúncias.

“Estou muito preocupada com o que aconteceu no Rio hoje. Mais uma operação de Cláudio Castro, uma escalada de violência e medo! Se você sofreu alguma violação ou teve a manhã prejudicada por essa operação, mande seu relato no nosso Zap. Com essas informações tomaremos providências com os órgãos competentes”.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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