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PM reprime com spray de pimenta protesto de professores no DF; greve continua

Professores da rede pública foram impedidos pelos policiais de acessar o prédio da Secretaria de Educação do Distrito Federal
Professores e professoras da rede pública do Distrito Federal em assembleia-geral, no dia 16 de junho.

Professores e professoras da rede pública do Distrito Federal em assembleia-geral, no dia 16 de junho.

— Reprodução/ Luzo Comunicação/ Sinpro

17 de junho de 2025

Na segunda-feira (16), a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) adotou uma abordagem ostensiva, com uso de spray de pimenta, para reprimir um protesto realizado por professores da rede pública de Brasília. 

A atuação policial ocorreu após assembleia geral dos servidores da educação, que determinou a continuidade da greve iniciada em 2 de junho. Entre as principais reivindicações dos professores, estão o reajuste salarial de 19,8% e a reestruturação da carreira. De acordo com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal , cerca de 102 escolas aderiram à paralisação.

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Como encerramento da assembleia-geral, o grupo de professores marchou em protesto até a sede da Secretaria de Educação, localizada dentro da área do Shopping ID, quando foi impedido de entrar no prédio pelos policiais.

Segundo nota do Sindicato dos Professores (Sinpro DF), o governador Ibaneis Rocha (MDB) não demonstrou interesse em negociar com a categoria. A entidade informou que a greve permanecerá por tempo indeterminado.

Segundo a diretora do Sinpro, Márcia Gilda, a mobilização continuará até que o governo estadual apresente uma proposta capaz de atender às demandas do corpo docente.

“O que resolverá nossa greve é uma proposta concreta do governo. É a reestruturação da carreira, a recomposição salarial, a nomeação de todos os aprovados, a realização de novo concurso público e a regularização do repasse do INSS dos professores contratados em caráter temporário”, declarou a diretora em nota. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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