O Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos (USOPC) alterou a política interna de elegibilidade para proibir a participação de atletas trans em campeonatos femininos oficiais promovidos por entidades olímpicas.
A alteração foi realizada na última terça-feira (23) e pode ser vista no site da entidade esportiva, na seção “Política de Segurança de Atletas”. Sem mencionar nominalmente as mulheres trans, o Comitê adicionou um parágrafo afirmando que acatará a Ordem Executiva 14.201.
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A ordem referida, assinada pelo presidente estadunidense, Donald Trump, no dia 5 de fevereiro, trata diretamente da proibição da participação de mulheres trans em esportes femininos nos Estados Unidos.
Nomeada de “Manter os homens fora dos esportes femininos”, a medida adota o critério biológico de nascimento como a única definição válida para participação em competições esportivas.
O regulamento do Comitê Olímpico dos Estados Unidos afirma o comprometimento da entidade em garantir que mulheres “tenham um ambiente de competição justo e seguro, em conformidade com a Ordem Executiva 14.201”.
Com a nova política do USOPC, os órgãos dirigentes das federações nacionais deverão rejeitar as inscrições de mulheres trans em torneios femininos em todo o país.
De acordo com a AFP, a Atlética Universitária Nacional dos Estados Unidos (NCAA) também seguiu a norma de Trump e restringiu a participação de competidoras trans em modalidades femininas.
A Associação de Esgrima dos Estados Unidos (USA Fencing) também alterou sua política de elegibilidade e passará a exigir que atletas trans compitam na categoria masculina. A medida entra em vigor em 1º de agosto.