PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Comitê Olímpico dos Estados Unidos proíbe mulheres trans em torneios femininos

Comitê Olímpico acata medida presidencial de Donald Trump que exclui mulheres trans de competições esportivas
A imagem mostra uma bandeira da comunidade trans em São Francisco, na California, no dia 27 de junho.

A imagem mostra uma bandeira da comunidade trans em São Francisco, na California, no dia 27 de junho.

— JUSTIN SULLIVAN / GETTY IMAGES AMÉRICA DO NORTE / Getty Images via AFP

23 de julho de 2025

O Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos (USOPC) alterou a política interna de elegibilidade para proibir a participação de atletas trans em campeonatos femininos oficiais promovidos por entidades olímpicas.

A alteração foi realizada na última terça-feira (23) e pode ser vista no site da entidade esportiva, na seção “Política de Segurança de Atletas”. Sem mencionar nominalmente as mulheres trans, o Comitê adicionou um parágrafo afirmando que acatará a Ordem Executiva 14.201.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

A ordem referida, assinada pelo presidente estadunidense, Donald Trump, no dia 5 de fevereiro, trata diretamente da proibição da participação de mulheres trans em esportes femininos nos Estados Unidos. 

Nomeada de “Manter os homens fora dos esportes femininos”, a medida adota o critério biológico de nascimento como a única definição válida para participação em competições esportivas. 

O regulamento do Comitê Olímpico dos Estados Unidos afirma o comprometimento da entidade em garantir que mulheres “tenham um ambiente de competição justo e seguro, em conformidade com a Ordem Executiva 14.201”. 

Com a nova política do USOPC, os órgãos dirigentes das federações nacionais deverão rejeitar as inscrições de mulheres trans em torneios femininos em todo o país.

De acordo com a AFP, a Atlética Universitária Nacional dos Estados Unidos (NCAA) também seguiu a norma de Trump e restringiu a participação de competidoras trans em modalidades femininas. 

A Associação de Esgrima dos Estados Unidos (USA Fencing) também alterou sua política de elegibilidade e passará a exigir que atletas trans compitam na categoria masculina. A medida entra em vigor em 1º de agosto.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano