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Protestos em Angola deixam pelo menos 22 mortos; manifestação contesta aumento de preços

Manifestações em diversas cidades do país têm quase 200 pessoas feridas e mais de 1200 presos, segundo o Ministério do Interior
Manifestantes com placas se aproximam de policiais em meio a protestos em Luanda, Angola, 26 de julho de 2025

Manifestantes com placas se aproximam de policiais em meio a protestos em Luanda, Angola, 26 de julho de 2025

— Julio Pacheco Ntela/AFP

30 de julho de 2025

Após dias de protestos contra a alta de preços de combustíveis em Angola, pelo menos 22 pessoas foram mortas e 197 pessoas ficaram feridas, diz um comunicado do governo local nesta quarta-feira (30). Entre os falecidos, há um jovem de 16 anos, morto pela polícia a tiros na cidade de Lubango.

Na segunda-feira (28), cenas de confrontos e violência foram registradas na capital angolana em meio a um protesto liderado por uma greve de motoristas de táxi contra o aumento do preço de combustíveis no país, anunciado no início deste mês.

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Conforme informações da agência AFP, houve tiroteios na capital e em diversas cidades de Angola, além de confrontos com a polícia e saques. Pelo menos 1.214 pessoas foram presas.

“Nós lamentamos as 22 mortes, incluindo um policial”, disse em coletiva de imprensa o ministro do Interior, Manuel Homem, após uma reunião de gabinete com o presidente angolano, João Lourenço, membro do MPLA, que governa o país desde a independência de Portugal, em 1975.

Policiais antimotim de Angola em formação enquanto manifestantes se reúnem em Luanda em 26 de julho de 2025 durante um protesto contra o alto custo de vida e para exigir a libertação do ativista Osvaldo Kaholo, preso durante o protesto em 19 de julho de 2025.
Policiais antimotim de Angola em formação enquanto manifestantes se reúnem em Luanda em 26 de julho de 2025 durante um protesto contra o alto custo de vida e para exigir a libertação do ativista Osvaldo Kaholo, preso durante o protesto em 19 de julho de 2025 (Foto: Julio Pacheco Ntela/AFP)

A declaração do ministro após o encontro culpa “atos de vandalismo” de causar insegurança no país e lista lojas, agências bancárias e viaturas como alvos desses atos.

Nas redes sociais, o Ministério do Interior usa o mesmo tom em publicação na qual lamenta a morte de um policial durante os protestos: “[O gabinete do Ministério] apela à população para que colabore com as autoridades e se abstenha de práticas que atentem contra a estabilidade pública, o bem-estar colectivo e a autoridade do Estado, pois os atos de vandalismo não serão tolerados.”

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  • Solon Neto

    Cofundador e diretor de comunicação da agência Alma Preta Jornalismo; mestre e jornalista formado pela UNESP; ex-correspondente da agência internacional Sputnik News.

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