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OAB e Justiça Desportiva criam protocolo de combate ao racismo no futebol

Documento prevê medidas de prevenção, punição e apoio às vítimas de racismo no esporte, com ênfase para o futebol brasileiro
Edifício sede da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal. (OAB-DF).

Edifício sede da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal. (OAB-DF).

— Reprodução/ Valter Campanato/Agência Brasil

18 de setembro de 2025

A Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal (OAB-DF) e o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) firmaram, na quarta-feira (17), o Protocolo de Julgamento com Perspectiva Racial.

Elaborado para prevenir, apurar e punir práticas racistas e discriminatórias no ambiente esportivo, o acordo cria diretrizes de combate ao racismo no esporte, com ênfase para as iniciativas voltadas ao futebol. 

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As ações incluem medidas de ‘não revitimização’, como a preservação de imagem, acompanhamento jurídico, apoio psicológico e escuta qualificada das vítimas. O protocolo institui um formulário oficial direcionado à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), para facilitar o registro imediato de casos suspeitos de discriminação.

A resolução determina que a palavra da vítima deve receber atenção especial e que contraprovas baseadas em estereótipos não serão admitidas. Para coleta e preservação de provas, o acordo recomenda que, em até 72 horas, a Procuradoria tenha acesso a todos os áudios do VAR, imagens de estádios, registros de redes sociais e relatórios oficiais.

O protocolo prevê que o STJD e os tribunais regionais deverão publicar relatórios trimestrais com estatísticas de casos e sanções, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

O acordo também reconhece que o esporte brasileiro segue atravessado por diferentes formas de preconceito, e reforça que, pela ampla visibilidade sociocultural, o futebol deve assumir a responsabilidade de ser espaço de inclusão e igualdade.

Em nota, a OAB-DF informou que estão previstos seminários, campanhas educativas e integração com outras comissões da entidade, além de diálogo com clubes, árbitros, torcidas organizadas e outros agentes do futebol.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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