O cantor, compositor e multi-instrumentista D’Angelo, um dos pioneiros do neo soul, morreu nesta terça-feira (14), aos 51 anos, vítima de câncer no pâncreas. Segundo a Agência France-Presse (AFP), a informação foi divulgada à imprensa por familiares.
“A estrela brilhante da nossa família apagou sua luz para nós nesta vida […]. Após uma longa e valente batalha contra o câncer, é com profundo pesar que anunciamos que Michael D’Angelo Archer, conhecido por seus seguidores em todo o mundo como D’Angelo, faleceu”, diz o comunicado.
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
Nascido em fevereiro de 1974, Michael Eugene Archer, nome de batismo do cantor, iniciou a carreira compondo para outros artistas antes de se firmar como uma das vozes mais importantes da música negra contemporânea. Seu álbum de estreia, Brown Sugar (1995), o colocou no centro do movimento que redefiniu o R&B nos anos 1990.
D’Angelo foi parte do coletivo Soulquarians, formado por Erykah Badu, Q-Tip e J Dilla. No grupo, o cantor fez parte do movimento que uniu o soul, o jazz e o hip-hop, celebrando a musicalidade afro-americana.
Ao longo de três décadas de carreira, lançou três álbuns aclamados: Brown Sugar (1995), Voodoo (2000) e Black Messiah (2014), todos entre os dez mais ouvidos da tradicional listagem da revista americana Billboard.
D’Angelo foi indicado a 14 prêmios Grammy, vencendo quatro, incluindo duas vezes o de Melhor Álbum de R&B e o de Melhor Canção de R&B por Really Love.
Além de colaborar com grandes nomes da música, como Jay-Z e Lauryn Hill, o artista inspirou uma geração de músicos e se tornou referência estética, política e musical, sendo frequentemente utilizado em samples. O sample é uma ‘amostra’, um trecho de uma música, que o DJ recorta, trabalha e cola em uma nova composição, muito utilizado no hip-hop.