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Operação nos complexos do Alemão e da Penha é a mais letal da história do Rio de Janeiro

Denúncias divulgadas pelo jornal Voz das Comunidades mostram casas destruídas e moradores sendo presos; população pede paz durante operação
Policiais militares durante operação na favela Vila Cruzeiro, no complexo da Penha, Rio de Janeiro, em 28 de outubro de 2025.

Policiais militares durante operação na favela Vila Cruzeiro, no complexo da Penha, Rio de Janeiro, em 28 de outubro de 2025.

— Mauro Pimentel/AFP

28 de outubro de 2025

A operação deflagrada pelas polícias Civil e Militar nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, desde a manhã desta terça-feira (28), é a mais letal da história do estado. Até o momento foram confirmadas 64 mortes.

Até então a operação mais letal da história do estado havia sido a do Jacarezinho, ocorrida em maio de 2021, que deixou 28 mortos.

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Além dos óbitos desta terça, os moradores denunciam uma série de ações violentas dos policiais. Em vídeo publicado pelo Voz das Comunidades no X (antigo Twitter), um policial aparece invadindo uma casa com truculência e dando voz de prisão a uma moradora. O veículo também divulgou o registro de uma segunda moradora, que teve parte da sua casa destruída e com manchas de sangue pelo chão. 

Segundo a Polícia Civil, foram destacados 2,5 mil policiais civis e militares do Comando de Operações Especiais, de unidades operacionais da PM e agentes de todas as delegacias especializadas. O comunicado do órgão informa que pelo menos 81 pessoas foram presas. 

Durante a operação, moradores da Penha e do Alemão fizeram uma mobilização pedindo paz nas comunidades. O ato ocorreu em meio a troca de tiros.

Ainda de acordo com o Voz das Comunidades, há uma grande movimentação no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, com a chegada de corpos ainda não identificados. 

Operação vitimiza população negra e periférica, apontam parlamentares

Em nota no X, a deputada estadual Dani Monteiro (PSOL-RJ) informou que, entre os mortos, há moradores das comunidades. A parlamentar descreveu a operação como “tragédia” e destacou os impactos da operação na vida das populações.

A vereadora Thais Ferreira (PSOL) ressaltou que a política de segurança do governador Cláudio Castro (PL) transformou o Rio de Janeiro em um “laboratório de extermínio” do povo negro e pobre. 

Para a deputada estadual e dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Lúcia Marina (PT-RJ), a operação é um massacre contra a população negra e periférica.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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