A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Ministério da Saúde, lançará no dia 18 de novembro o Observatório de Saúde da População Negra. A iniciativa busca consolidar políticas públicas voltadas à promoção da equidade racial no Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na efetivação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN).
O evento será realizado das 9h às 16h, no auditório térreo da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). Os interessados em participar presencialmente do evento devem se inscrever neste link. Também haverá uma transmissão ao vivo pelo canal da Ensp no YouTube.
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O Observatório se apoia em uma base de dados consolidada a partir do Inquérito para Diagnóstico da Implementação da PNSIPN, que recebeu respostas de 2.587 municípios em 2024. O levantamento identificou avanços, obstáculos e desigualdades regionais e será usado para orientar o planejamento estratégico das próximas ações do SUS.
Mais de dez anos após sua criação, a PNSIPN ainda enfrenta lacunas de implementação. O novo Observatório, segundo os órgãos envolvidos, pretende atuar como ferramenta permanente de monitoramento e avaliação, reunindo dados, pesquisas e indicadores que orientem gestores públicos na formulação de políticas baseadas em evidências.
O Observatório segue as diretrizes da 17ª Conferência Nacional de Saúde, expressas na Resolução nº 715/2023 do Conselho Nacional de Saúde, e integra as ações estruturantes da Fiocruz voltadas ao enfrentamento do racismo estrutural.
Construção participativa e papel institucional
Hospedado nos servidores da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), o Observatório é resultado de um processo coletivo de dois anos, que envolveu pesquisadores, gestores, trabalhadores da saúde, usuários do SUS e movimentos sociais.
O marco inicial foi o Seminário Observatório de Saúde da População Negra, realizado em outubro de 2024, no Rio de Janeiro, que definiu o escopo conceitual e operacional da iniciativa. A partir de grupos de trabalho, os participantes propuseram diretrizes sobre o conceito de saúde, monitoramento da PNSIPN, comunicação e participação social.
A coordenação geral é compartilhada entre Marly Cruz, vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, e Márcia Alves, pesquisadora da UFRJ e gestora da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ). As duas lideram o eixo de Monitoramento e Avaliação da PNSIPN, inserido na Estratégia Saúde sem Racismo.
Segundo Marly Cruz, o Observatório “será um espaço de produção e difusão de conhecimento sobre a saúde da população negra, articulando ciência, gestão e participação social para aprimorar a política pública“, disse em nota da Fiocruz.
A plataforma, conforme a divulgação da Fiocruz, funcionará como espaço de ciência aberta e cidadã, reunindo dados de múltiplas fontes — como o Ministério da Saúde, o IBGE e as secretarias estaduais —, além de informações produzidas por comunidades e instituições de pesquisa.
Serviço
Lançamento do Observatório de Saúde da População Negra
Quando: 18 de novembro de 2025
Horário: 9h às 16h30
Onde: Auditório térreo da Ensp/Fiocruz – R. Leopoldo Bulhões, 1480 – Manguinhos, Rio de Janeiro (RJ)