A intelectual, escritora e ativista antirracista Carla Akotirene foi incluída na Powerlist BANTUMEN 100, iniciativa que reconhece as 100 pessoas negras mais influentes nascidas em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Portugal.
Integram a lista personalidades destacadas pelo impacto e contribuição em diferentes áreas, da cultura à ciência, e do ativismo ao empreendedorismo. Essa é a segunda vez que Akotirene é indicada na categoria Acadêmica.
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“Recebo com alegria e senso de responsabilidade o reconhecimento da Powerlist BANTUMEN 100. Integrar uma iniciativa que conecta trajetórias negras reafirma a potência do nosso pensamento, da nossa produção intelectual e das nossas lutas. Um reconhecimento coletivo, fruto de uma história de resistência e compromisso com a transformação social”, destacou a intelectual, em comunicado à imprensa.
Referência nos debates sobre antirracismo, interseccionalidade e feminismo negro, Akotirene construiu uma trajetória marcada pela produção intelectual e pela atuação pública comprometida com a justiça social, tornando-se uma das vozes mais influentes do pensamento negro contemporâneo no Brasil e no espaço lusófono.
Entre as brasileiras da Powerlist estão nomes como a escritora Ana Maria Gonçalves, integrante da Academia Brasileira de Letras; a deputada estadual Leci Brandão (PCdoB-SP); as jornalistas Kenya Sade e Luciana Barreto; o humorista Paulo Vieira; o escritor Jeferson Tenório; o músico Jota Pê; e o historiador Jones Manoel, ao lado de outras personalidades negras do Brasil, de Portugal e de países africanos de língua portuguesa.
A BANTUMEN é uma publicação portuguesa, reconhecida pela sua independência editorial, por informar e também inspirar e conectar pessoas. A seleção tem o objetivo de reconhecer trajetórias inspiradoras e fortalecer a representatividade negra no espaço mediático global.
A escritora demonstrou alegria, por suas obras, que abordam a filosofia do direito bantu e yorubá, serem compartilhadas com a comunidade de países africanos:
“Celebrar a contribuição negra para o mundo é também disputar narrativas e romper silêncios históricos. Pessoas negras sempre produziram conhecimento, cultura, ciência e política, mesmo quando negaram nossa humanidade. Iniciativas como a Powerlist BANTUMEN 100 ajudam a reposicionar essas contribuições no centro do debate público, afirmando que não há futuro possível sem justiça racial e sem a valorização das epistemologias negras”, ressaltou Akotirene.