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Pacto de Promoção da Equidade Racial indica obras audiovisuais para refletir sobre racismo e cultura negra

Seleção reúne filmes, séries e documentários que abordam equidade racial, memória histórica e sistemas de poder
Cena do longa-metragem "Malês".

Cena do longa-metragem "Malês".

— Divulgação/Imovision

3 de janeiro de 2026

O período de férias costuma ser associado ao descanso e à interrupção da rotina, mas também pode funcionar como espaço para acesso a conteúdos que ampliam o entendimento sobre temas estruturais da sociedade brasileira. Entre eles, a equidade racial ocupa lugar central nos debates sobre democracia, economia e direitos.

Com esse objetivo, o Pacto de Promoção da Equidade Racial selecionou obras audiovisuais que tratam do racismo estrutural, da história da população negra e das formas de organização, resistência e produção cultural no Brasil e fora dele. A iniciativa reúne filmes, séries e documentários disponíveis em salas de cinema, circuitos culturais e plataformas digitais.

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Criado para inserir a questão racial no centro do debate econômico, o Pacto atua a partir da implementação de um Protocolo ESG Racial, que propõe critérios voltados à equidade nas organizações.

Para Guibson Trindade, gerente executivo do Pacto de Promoção da Equidade Racial, o consumo cultural permite contato com experiências que nem sempre aparecem nos espaços formais de formação. Segundo ele, o entretenimento apresenta perspectivas sociais distintas e contribui para a ampliação do debate público sobre desigualdades raciais. Confira as seleções abaixo.

Malês – Circuitos culturais; estreia futura no Globoplay

Dirigido por Antônio Pitanga, o longa retrata a Revolta dos Malês, levante organizado por pessoas negras escravizadas em Salvador, em 1835. O filme aborda articulações políticas, redes de conhecimento e práticas religiosas presentes no movimento. Após exibição comercial em 2025, a obra segue em cartaz em circuitos culturais, como Spcine e cinematecas, e aguarda lançamento em plataforma de streaming.

AmarElo – É Tudo Pra Ontem – Netflix

O documentário conduzido por Emicida parte de um show para tratar da história da cultura negra no Brasil. A narrativa articula música, arquivo e depoimentos para discutir apagamentos históricos, produção intelectual negra e permanências da herança africana na sociedade brasileira.

A Mulher Rei – HBO Max e Prime Video

O filme apresenta a trajetória das Agojie, grupo militar formado por mulheres que atuou na proteção do Reino do Daomé, no atual Benim. A obra aborda organização política, estratégias de defesa e liderança feminina em sociedades africanas anteriores ao período colonial.

Olhos que Condenam – Netflix

A minissérie reconstrói o caso dos chamados “Cinco do Central Park”, jovens negros acusados injustamente de um crime nos Estados Unidos. A narrativa examina práticas policiais, decisões judiciais e impactos do racismo institucional sobre trajetórias individuais e familiares.

Infiltrado na Klan – Disponível para aluguel e compra em diversas plataformas

Dirigido por Spike Lee, o filme se baseia na história real de um policial negro que se infiltra na Ku Klux Klan. A trama aborda supremacismo branco, violência racial e estratégias de enfrentamento a grupos extremistas no contexto norte-americano.

Cara Gente Branca – Netflix

Ambientada em uma universidade, a série acompanha estudantes negros em um espaço majoritariamente branco. A narrativa trata de relações raciais, pertencimento, linguagem, conflitos políticos e formas cotidianas de discriminação presentes em instituições de ensino.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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