O Egito assinou, no domingo (11), acordos para ampliar a geração de energia renovável, no valor total de US$ 1,8 bilhão (R$ 5,37 bilhões). Entre as ações previstas, está a construção de usinas de energia solar e estações de armazenamento. A informação foi divulgada pela agência de notícias Reuters.
A expectativa do país é que a energia limpa represente 42% de toda a geração de eletricidade até 2030. No entanto, autoridades ressaltam que a meta pode não ser atingida por falta de financiamento internacional.
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O primeiro projeto contemplado é da cidade de Minya, no Alto Egito, onde o acordo prevê a criação de uma estação de energia solar com a capacidade de geração de 1,7 gigawatts, e com o suporte de sistema de armazenamento de baterias com capacidade total de 4 gigawatts-hora.
A medida gigawatt (GW) equivale a um milhão quilowatts (KW) e um bilhão de watts (W), unidade que representa o consumo de energia por segundo. No Brasil, o consumo médio nas residências foi de 152,2 kw-hora em 2025.
A empresa norueguesa de desenvolvimento energético sustentável Scatec será responsável pelas construções. Também foram firmados contratos de compra de energia com a corporação, com a capacidade total de 1,95 gigawatts e 3,9 gigawatts-hora.
Localizado entre a Líbia e a Faixa de Gaza, no norte do continente africano, o Egito possuí, segundo dados da Agência Central de Inteligência (CIA) estadunidense, uma população de 111.247.248 pessoas, uma das mais numerosas no continente.
A colonização britânica, iniciada em 1882, durou cerca de sete décadas e foi abolida em 1954. Neste período, dois movimentos nacionalistas se destacaram na luta pela independência: o Partido Wafd, liderado até 1927 por Saad Saghul, e o Movimento dos Oficiais Livresm fundado em 1949 pelo coronel Gamal Nasser. Ambos desempenharam importantes papéis na expulsão dos colonizadores.