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Ministério Público denuncia torcedora por racismo e xenofobia durante jogo em Santa Catarina

No crime, ocorrido em novembro de 2025, uma torcedora do Avaí foi até a área superior do estádio para proferir ofensas racistas e xenofóbicos à torcida paraense do Remo
A imagem mostra o gramado de um campo de futebol.

A imagem mostra o gramado de um campo de futebol.

— Reprodução/Pexels

20 de janeiro de 2026

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou, na segunda-feira (19), uma mulher pelos supostos crimes de racismo e xenofobia, ocorridos durante uma partida de futebol entre o Avaí e o Remo pela Série B do Campeonato Brasileiro de 2025, em Florianópolis.

De acordo com a denúncia do órgão, no dia 15 de novembro, a torcedora teria proferido ofensas de cunho racial e regional contra os torcedores remistas, time visitante do estado do Pará. As agressões teriam acontecido na área superior do Estádio Ressacada e registradas em vídeo.

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O documento da 40ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital destaca que a denunciada se dirigiu à torcida visitante com expressões discriminatórias, como “olha para a cor de vocês”, “vocês são sujos” e “voltem para a terra de vocês”. 

Após o jogo, a Defensoria Pública do Pará (DP-PA) oficiou o Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública de Santa Catarina (DPE-SC) requerendo a adoção das medidas cabíveis diante da flagrante violação de direitos. Em 6 de janeiro, uma reportagem da Alma Preta apurou que torcedora foi suspensa por tempo indeterminado de frequentar o estádio do Avaí e foi desligada do Grupo Orbenk, empresa onde trabalhava.

O MPSC destaca que houve outros comentários que associavam os rivais à pobreza e a ocupações subalternas. A conduta, segundo o órgão, caracteriza uma tentativa de inferiorização e segregação das pessoas originárias da região Norte do país.

Para o promotor de Justiça Jádel da Silva Júnior, as declarações da torcedora transgrediram os limites da rivalidade esportiva e constituem discurso de ódio, que viola os princípios fundamentais do Estado brasileiro.

A ação pede a condenação da mulher e a fixação de indenização mínima de R$ 30 mil por danos morais coletivos, a ser destinada ao Fundo para a Reconstituição de Bens Lesados (FRBL). O processo aguarda o recebimento pela Justiça.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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