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Complexo da Maré deve ganhar parque, obras de drenagem, esgoto e 5 ecopontos com investimento de R$ 171 milhões

Programa federal e municipal prevê urbanização de ruas, equipamentos de lazer, coleta de resíduos e novo posto territorial no conjunto de favelas
Registro de parte do Complexo de Favelas da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro.

Registro de parte do Complexo de Favelas da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro.

— Fernando Frazão/Agência Brasil

2 de fevereiro de 2026

O Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, receberá um conjunto de obras de urbanização, saneamento, lazer e gestão de resíduos por meio do programa PAC Periferia Viva, executado em parceria entre a Prefeitura do Rio e o Governo Federal. O anúncio foi feito no domingo (1) com a presença do prefeito Eduardo Paes (PSD). O investimento total previsto é de R$ 171 milhões.

As intervenções serão executadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura. Segundo o vice-prefeito Eduardo Cavaliere, as ações definidas são resultado de um plano de ação construído a partir da escuta de moradores, presidentes de associações e lideranças comunitárias. O foco inicial será a urbanização de áreas consideradas mais críticas dentro do complexo.

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As obras prioritárias se concentrarão em quatro áreas: Nova Maré, Baixa do Sapateiro, Timbau e no conjunto de ruas ao longo da Avenida Ribeiro Dantas. De acordo com a prefeitura, o projeto impactará 11 mil domicílios e atenderá 265 ruas. As melhorias previstas incluem a instalação de redes de drenagem, água e esgoto, além de asfaltamento e calçadas.

A etapa inicial do programa será a implantação do Parque Linear da Maré, na Vila dos Pinheiros. O parque ocupará uma área atualmente usada para descarte irregular de resíduos, com ocupações inadequadas e degradação ambiental às margens da Baía de Guanabara.

O projeto do parque incorporou contribuições da comunidade, incluindo crianças de cinco escolas municipais do entorno. O espaço contará com quadra poliesportiva, quadra de areia, anfiteatro, parque infantil, hortas comunitárias, ecopontos, um espaço para reciclagem comunitária, circuito de bicicletas e áreas de convivência.

O PAC-Maré prevê a instalação de cinco ecopontos no território. O maior deles ficará dentro do Parque Linear e terá uma caixa compactadora de 15m³, uma caixa de 30m³ e duas caixas multiuso para entulho e galhadas. Os outros quatro ecopontos terão, cada um, uma compactadora de 15m³ e duas caixas para entulho. A equipe técnica também desenvolve um modelo de gestão de contêineres de alta capacidade para a área.

A Secretaria Municipal de Infraestrutura também reformará a sede da Gerência Executiva Local (GEL), na Baixa do Sapateiro. O espaço abrigará o Posto Territorial do PAC Periferia Viva, para articular serviços, moradores e ações do programa.

O planejamento para fases futuras

O programa prevê um conjunto ampliado de intervenções, com base em um plano de ação ainda em discussão com a comunidade. As diretrizes em estudo incluem a requalificação viária, com restauração de pavimentação, ampliação de calçadas, implantação de ciclovias e novas conexões para pedestres e ciclistas.


Também estão no planejamento a criação e requalificação de praças, largos e áreas de convivência, a ampliação de áreas verdes e arborização urbana. Essas ações abrangeriam áreas das favelas da Baixa do Sapateiro, Nova Maré, Timbau, Conjunto Bento Ribeiro Dantas, Vila dos Pinheiros, Novo Pinheiro (Salsa e Merengue), Conjunto Esperança e Vila do João.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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