Um levantamento divulgado nesta quinta-feira (26) pela Organização Internacional para Migrações (OIM), da Organização das Nações Unidas (ONU), indica que ao menos 606 migrantes foram registrados como mortos ou desaparecidos no Mar Mediterrâneo desde o início de 2026.
Esse é o maior índice registrado desde o início da série histórica, em 2014. A informação foi divulgada dias após o naufrágio ocorrido na costa da Grécia, no último sábado (22). Ao menos 30 pessoas são consideradas mortas ou desaparecidas. Outras 20 foram resgatadas, incluindo quatro crianças e adolescentes.
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A embarcação havia partido de Tobruk, na Líbia, em 19 de fevereiro, e afundou cerca de 20 milhas náuticas ao sul da ilha de Creta. Até segunda-feira (24), as autoridades locais haviam recuperado os corpos de três homens e uma mulher.
De acordo com o Projeto Migrantes Desaparecidos, mantido pela OIM, os dados indicam uma intensificação das mortes ao longo da rota do Mediterrâneo Central. A agência reforça a necessidade de fortalecer as operações de busca e salvamento na região.
A organização reiterou a necessidade de maior cooperação regional para garantir desembarques seguros e respostas coordenadas entre os países envolvidos.
Segundo a entidade, redes de tráfico e contrabando seguem atuando ao longo da rota, explorando migrantes com travessias em embarcações precárias. A OIM aponta que os grupos criminosos lucram com viagens perigosas e expõem as pessoas a riscos de abuso e violações de direitos.
A organização também defende que ampliar as vias seguras e regulares de migração é fundamental para evitar novas mortes no Mediterrâneo.