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PMs são condenados por tortura seguida de morte na Bahia

Em janeiro de 2022, Epaminondas Batista foi agredido e morto por policiais militares após negar a autoria de um furto
Imagem mostra viatura da Polícia Militar da Bahia.

Imagem mostra viatura da Polícia Militar da Bahia.

— Rafael Martins/GOVBA

4 de março de 2026

Dois agentes da Polícia Militar da Bahia (PMBA) foram condenados, na terça-feira (3), pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), após julgamento de recurso, por tortura seguida de morte cometida em serviço. 

O STJ determinou o trânsito em julgado da ação penal, quando não cabem mais recursos. Com a confirmação do parecer da 1ª Vara de Auditoria Militar, os policiais Ricardo Soares Schaun e Raphael Santos de Oliveira, presos desde o dia 26 de fevereiro, foram sentenciados a dez anos, seis meses e 24 dias de prisão.

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Os PMs também foram condenados à perda do cargo. Segundo o Ministério Público da Bahia (MPBA), autor da denúncia, os réus provocaram sofrimento físico e mental em Epaminondas Batista Mota, de 52 anos, visando obter uma confissão. A atuação resultou na morte da vítima.

O crime ocorreu em janeiro de 2022, no município de Itapebi, no sul da Bahia. A vítima estava em um bar na região central da cidade quando foi abordada por Schaun e Oliveira. 

A denúncia do MPBA relata que, ao chegar no estabelecimento, os policiais fecharam a porta e questionaram o homem sobre um celular furtado. Epaminondas teria sido agredido fisicamente após negar o crime.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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