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Operações policiais respondem por 36,5% dos tiroteios em Salvador e região metropolitana

Instituto Fogo Cruzado aponta que negros são maioria entre os baleados na capital baiana e nas cidades próximas
A imagem mostra viaturas da Polícia Militar do Estado da Bahia (PMBA) estacionadas.

A imagem mostra viaturas da Polícia Militar do Estado da Bahia (PMBA) estacionadas.

— Reprodução/PMBA

1 de julho de 2025

Cerca de 5 mil pessoas foram vítimas de conflitos armados na capital da Bahia e na Região Metropolitana de Salvador (RMS) entre 2022 e 2025. Nos casos em que foi possível identificar a raça das vítimas, pessoas negras representaram, aproximadamente, 58,5% do total.

As informações são do novo relatório do Instituto Fogo Cruzado, divulgado nesta terça-feira (1). Segundo o levantamento, mais de 1,8 mil pessoas foram baleadas durante operações policiais, número que representa 36,5% dos casos.

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O Fogo Cruzado aponta que pessoas negras somaram 1.848 vítimas entre os registros com identificação racial (3.156). Pessoas brancas representaram 112 desses casos.

A pesquisa também detalha que, entre os perfis das vítimas, estão 113 agentes de segurança, 46 mototaxistas, 31 motoristas por aplicativo, 23 rifeiros, 17 vendedores ambulantes, seis lideranças comunitárias, oito lideranças religiosas, oito gestantes e quatro políticos.

Os locais das ocorrências variam entre residências (387), automóveis (181), bares (132), eventos (74), barbearias (32), shoppings (5), transporte público (28), postos de gasolina (14), lava-jatos (5), presídios (2) e unidades escolares (2).

De acordo com o relatório, foram registradas 414 mortes em chacinas e 125 vítimas de balas perdidas. Outras 23 mulheres foram vítimas de feminicídio, ou tentativa, com uso de arma de fogo.

A capital soteropolitana liderou a listagem dos 13 municípios que integram a RMS, com 3.539 pessoas baleadas. Em seguida, aparecem as cidades de Camaçari (574), Lauro de Freitas (205) e Dias D’Ávila (143), como as três regiões com mais vítimas.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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