Cerca de 5 mil pessoas foram vítimas de conflitos armados na capital da Bahia e na Região Metropolitana de Salvador (RMS) entre 2022 e 2025. Nos casos em que foi possível identificar a raça das vítimas, pessoas negras representaram, aproximadamente, 58,5% do total.
As informações são do novo relatório do Instituto Fogo Cruzado, divulgado nesta terça-feira (1). Segundo o levantamento, mais de 1,8 mil pessoas foram baleadas durante operações policiais, número que representa 36,5% dos casos.
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
O Fogo Cruzado aponta que pessoas negras somaram 1.848 vítimas entre os registros com identificação racial (3.156). Pessoas brancas representaram 112 desses casos.
A pesquisa também detalha que, entre os perfis das vítimas, estão 113 agentes de segurança, 46 mototaxistas, 31 motoristas por aplicativo, 23 rifeiros, 17 vendedores ambulantes, seis lideranças comunitárias, oito lideranças religiosas, oito gestantes e quatro políticos.
Os locais das ocorrências variam entre residências (387), automóveis (181), bares (132), eventos (74), barbearias (32), shoppings (5), transporte público (28), postos de gasolina (14), lava-jatos (5), presídios (2) e unidades escolares (2).
De acordo com o relatório, foram registradas 414 mortes em chacinas e 125 vítimas de balas perdidas. Outras 23 mulheres foram vítimas de feminicídio, ou tentativa, com uso de arma de fogo.
A capital soteropolitana liderou a listagem dos 13 municípios que integram a RMS, com 3.539 pessoas baleadas. Em seguida, aparecem as cidades de Camaçari (574), Lauro de Freitas (205) e Dias D’Ávila (143), como as três regiões com mais vítimas.