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Jogadora do Bragantino denuncia racismo em jogo do Brasileirão Feminino sub-20

Atacante do Red Bull Bragantino afirma ter sido alvo de ofensas racistas da arquibancada; protocolo antirracismo foi ativado na partida contra o Tarumã-AM, em Manaus
A atacante do sub-20, Kauane, do Red Bull Bragantino.

A atacante do sub-20, Kauane, do Red Bull Bragantino.

— Reprodução/Redes Sociais

2 de abril de 2026

A atacante do sub-20, Kauane, do Red Bull Bragantino, relatou ter sido vítima de racismo durante a partida contra o Tarumã-AM, na quarta-feira (1º). O caso ocorreu em jogo válido pela 5ª rodada do Brasileirão Feminino, no Estádio Carlos Zamith, em Manaus.

Em comunicado oficial, o Bragantino informou que o caso ocorreu aos 49 minutos do primeiro tempo, quando a equipe do interior paulista vencia por 1 a 0. 

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A jogadora comunicou à arbitragem ter sido alvo de ofensas racistas vindas da arquibancada pela torcida adversária. Diante da denúncia, o árbitro Leonardo Chaul Paixão interrompeu a partida e acionou o protocolo antirracismo.

O clube também manifestou apoio à atleta e afirmou que acompanhará o caso, colaborando com as autoridades e entidades responsáveis.

“O Red Bull Bragantino se solidariza com a atleta e repudia qualquer forma de discriminação. O clube acompanhará o caso de perto e seguirá colaborando com as autoridades e entidades responsáveis para que os fatos sejam devidamente apurados”, afirmou em nota.

Leia mais:  ‘A palavra da vítima deve ter peso imediato’: especialista cobra mudança no tratamento de casos de racismo no futebol

O Tarumã-AM também se manifestou sobre o caso, repudiando qualquer ato de discriminação racial, mas afirmou que não houve episódio de racismo. 

O clube alegou que, no estado do Amazonas, expressões culturais e regionais como “neguinha” são utilizadas como apelido e podem ser interpretadas de outra forma.

“Entretanto, é importante esclarecer que, no estado do Amazonas, existem expressões culturais e regionais utilizadas de forma carinhosa e sem conotação ofensiva. Uma delas é o uso de ‘neguinha’ ou ‘magrela’, comumente dirigidas à atleta Evelyn Maués, de número 2″, alegou o clube, em comunicado.

“No momento em que o Tarumã estava com a posse de bola, um familiar da atleta Evelyn a incentivou com a expressão ‘Vamos, neguinha’, o que pode ter sido interpretado de forma equivocada pela atleta adversária”, acrescentou.

Leia mais:  MPF e movimento negro propõem ações para combater racismo no futebol

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  • Thayná Santana

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