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Guerra no Sudão desloca 14 milhões e agrava crise humanitária, diz ONU

De acordo com a Acnur, mais de 58 mil crianças cruzaram a fronteira do Sudão sozinhas desde o início da guerra
Uma mulher sudanesa caminha em um acampamento de deslocados internos na cidade de Al-Dabba, no Sudão, no dia 13 de novembro de 2025.

Uma mulher sudanesa caminha em um acampamento de deslocados internos na cidade de Al-Dabba, no Sudão, no dia 13 de novembro de 2025.

— AFP

14 de abril de 2026

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) indica que, desde 14 de abril de 2023, a guerra no Sudão já resultou no deslocamento forçado de 14 milhões de pessoas. O documento foi divulgado na segunda-feira (13).

Do total de deslocados, cerca de nove milhões de sudaneses permanecem dentro das fronteiras, enquanto 4,4 milhões buscaram abrigo nos países vizinhos. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) destaca que, atualmente, a região está entre as mais afetadas pela crise de deslocamento no mundo. 

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A entidade informou que, desde o início da guerra, mais de 58 mil crianças chegaram sozinhas a países vizinhos, separadas de seus familiares durante a fuga. 


Prestes a completar três anos, o conflito entre as Forças Armadas Sudanenses e as paramilitares Forças de Apoio Rápido (RSF) já matou dezenas de milhares de pessoas. De acordo com a ONU, o cenário resulta em um contexto de constante violação dos direitos humanos, que inclui prisões arbitrárias, recrutamento forçado e violência sexual. 

Em nota, o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, destacou que, no último trimestre, quase 700 civis teriam sido mortos em ataques de drones.

Localizado no nordeste da África, o Sudão tem cerca de 49 milhões de habitantes e faz fronteira com o Egito, Eritreia, Etiópia, Sudão do Sul, Chade, Líbia e República Centro-Africana, além de ter acesso ao Mar Vermelho. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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