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Quase 8 mil imigrantes morreram ou desapareceram durante trajeto em 2025

Levantamento da OIM alerta para crescimento de crise migratória; quatro em cada dez imigrantes morreram em rotas para a Europa
Naufrágio de imigrantes líbios na rota marítma do Mediterrâneo Central, em 5 abril de 2026.

Naufrágio de imigrantes líbios na rota marítma do Mediterrâneo Central, em 5 abril de 2026.

— Fabian Melber/Sea-Watch/ AFP

21 de abril de 2026

Em 2025, cerca de 7,9 mil migrantes morreram ou desapareceram nas rotas migratórias em todo o mundo. Os dados são do recente relatório da Organização Internacional para Migrações (OIM) da ONU, divulgado nesta terça-feira (21). 

De acordo com a agência da ONU, desde 2014, foram registradas mais de 82 mil vítimas, com ao menos 340 mil familiares diretamente afetados pelas perdas. Desde o início do ano, a entidade notificou 1.723 pessoas mortas ou desaparecidas.

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O documento destaca que, com a escassez de vias legais e seguras, os imigrantes enfrentam jornadas mais longas e perigosas por caminhos irregulares. As rotas marítimas para a Europa foram consideradas as mais mortais, com cerca de 3,4 mil ocorrências. O número representa quatro em cada dez mortes e desaparecimentos.

Dados do Projeto Migrantes Desaparecidos indicam que, mesmo com a redução em relação a 2024, que somou 9,1 mil ocorrências, os índices não refletem plenamente o contexto atual. Mais de 1,5 mil casos de 2025 não puderam ser verificados devido a cortes na ajuda humanitária. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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