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França promulga lei para devolução de artefatos africanos

Nova lei institui um mecanismo permanente de devolução dos artefatos saqueados pela colônia francesa
Artefatos africanos antigos em exposição no Museu Dobrèe, em Nantes, na França, em 15 de maio de 2024.

Artefatos africanos antigos em exposição no Museu Dobrèe, em Nantes, na França, em 15 de maio de 2024.

— Sebastien Salom-Gomis/AFP

12 de maio de 2026

O presidente francês Emmanuel Macron declarou, na segunda-feira (11), durante uma cúpula econômica em Nairóbi, no Quênia, que o processo de devolução de patrimônios africanos saqueados durante o período colonial não será interrompido. 

No sábado (9), a França promulgou a legislação que cria um mecanismo permanente de devolução de peças patrimoniais, artefatos, obras de arte e objetos ritualísticos, sem que seja necessária a aprovação de uma nova lei para cada procedimento. 

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Até então, cada restituição exigia um processo legal autônomo e individual, apontado como moroso e politicamente complexo. 

De acordo com a AFP, em 2025 o parlamento francês aprovou a devolução do Djidji Ayôkwé, tambor sagrado da etnia Ebrié, na Costa do Marfim, saqueado pelas tropas coloniais em 1916. No entanto, a devolução só ocorreu em março deste ano. 

Leia mais: Gana recupera mais de 130 artefatos históricos do Reino Unido e da África do Sul

A nova lei será aplicada aos bens subtraídos entre 20 de novembro de 1815 e 23 de abril de 1972, período que marca o início do Segundo Império Francês e a criação da norma da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) sobre a transferência de bens culturais.

Com a legislação, o país criará comissões para analisar cada pedido individualmente. A iniciativa cumpre a promessa feita por Macron em 2017, em Burkina Faso, na qual se comprometeu a devolver o “patrimônio africano à África”. 

O relatório Savoy-Sarr, de 2018, indica que a França possui cerca de 90 mil itens de origem subsaariana armazenados em museus. 

Leia mais: Jovens africanos aumentam pressão sobre museus por artes saqueadas

Texto com informações da AFP. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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