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Comissão da Câmara aprova tradução da Constituição para línguas indígenas  

Projeto também prevê a tradução das constituições dos estados e de leis orgânicas de municípios
Uma mulher indígena segura em exemplar da Constituição durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 10 de dezembro de 2025.

Comissão da Câmara aprova projeto que prevê a tradução da Constituição, de constituições estaduais e de leis orgânicas para línguas indígenas.Uma mulher indígena segura em exemplar da Constituição durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 10 de dezembro de 2025.

— Sergio Lima/AFP

16 de maio de 2026

A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados aprovou, na quinta-feira (14), o Projeto de Lei (PL) que determina a tradução da Constituição para línguas indígenas. 

O PL nº 3941/2023, de autoria do deputado federal Sidney Leite (PSD-AM), também prevê a versão indígena dos textos constitucionais dos estados e das leis orgânicas do Distrito Federal (DF) e municipais. 

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O projeto define que a medida valerá para todos os grupos indígenas que possuírem número considerável de falantes da língua materna. 

Segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil conta com 295 línguas indígenas, com destaque para os idiomas Tikúna, Guarani Kaiowá e Guajajara.

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De acordo com o texto legislativo, um regulamento determinará quais povos originários serão selecionados. A proposta também estabelece que um órgão do Executivo conduzirá as traduções, em articulação com as comunidades indígenas. 

A matéria insere a medida na Lei nº 6.001/73, conhecida como Estatuto do Índio, que dispõe sobre as relações do Estado e da sociedade brasileira com os povos indígenas.

A proposta ainda será analisada em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).

No rito, a matéria é avaliada apenas pelas comissões parlamentares. Se acatada, é dispensada a apreciação pelo Plenário, salvo em casos de divergência entre os colegiados ou recursos. 

Para se tornar lei, o PL precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado, além de receber a sanção presidencial.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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