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Comissão do Senado aprova criação de protocolo para combater racismo nas escolas

Proposta aprovada prevê acolhimento às vítimas e notificação obrigatória de casos de discriminação
Alunos de escola no Itapuã, região administrativa do Distrito Federal.

Alunos de escola no Itapuã, região administrativa do Distrito Federal.

— Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil

10 de junho de 2026

A Comissão de Educação (CE) do Senado aprovou, na terça-feira (9), o Projeto de Lei (PL) que implementa um protocolo de atendimento nas escolas para situações de racismo, misoginia e discriminação por motivo de orientação sexual ou identidade de gênero. 

Apresentado pela senadora Teresa Leitão (PT-PE), o PL nº 4.403/2024 estabelece que qualquer manifestação ou suspeita de discriminação deve ser notificada à direção da instituição de ensino, que, por sua vez, deve encaminhá-la às autoridades competentes. 

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A proposta também prevê ações de acolhimento às vítimas, a adoção de medidas de conscientização e reparação, e a formação de uma comissão representativa da comunidade escolar para acompanhar o cumprimento do protocolo. 

Leia mais: Ambiente escolar é um dos principais locais de violência racial no país, aponta pesquisa

O projeto também determina a formação continuada de professores e demais profissionais da educação, com capacitação para questões relacionadas às formas de discriminação e para o desenvolvimento da consciência crítica dos estudantes. 

Caso não haja solicitação para que a matéria seja avaliada pelo Plenário, o projeto seguirá para a avaliação da Câmara dos Deputados. Para se tornar lei, a proposição precisa ser aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente. 

Leia mais: Racismo na primeira infância atinge 1 em cada 6 crianças; creches e escolas lideram casos

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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