Após forte repressão policial e sem respostas para as reivindicações das greves estudantis que já chegam a um mês, estudantes das universidades estaduais paulista (USP, Unesp e Unicamp) vão às ruas de São Paulo nesta quarta-feira (20) para cobrar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Com concentração no Largo da Batata, a partir das 14h, o plano dos estudantes é marchar até o Palácio dos Bandeirantes e apresentar as reivindicações por mais investimento em educação, saúde, moradia e políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres.
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Há um mês se desenvolve a greve na Universidade de São Paulo (USP), onde estudantes de vários cursos decretaram greve e reivindicam políticas que permitam que continuem seus estudos, como o aumento do auxílio permanência, melhorias sanitárias nos bandejões e manutenção de estruturas de vários campi.
Entre as exigências também está o aumento de funcionários do Hospital Universitário, que foram reduzidos nos últimos anos, ocasionando no encerramento do serviço de pronto-socorro e o fechamento de dezenas de leitos.
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Além da USP, a Universidade Estadual Paulista (UNESP) e a Universidade de Campinas (UNICAMP), também tem desenvolvido um processo de greve em vários campi e cursos, reivindicando, principalmente, mais verbas para a educação e para a permanência dos estudantes nas universidades.
Sob intervenção do governador, a reitoria da USP se nega a negociar com os estudantes condições mais dignas de permanência, o que gerou uma ocupação ao prédio da reitoria. Na madrugada de 10 de maio, a Polícia Militar invadiu a ocupação enquanto estudantes dormiam, chegando a utilizar métodos de tortura, como corredor polônes e uso de gás lacrimogêneo indiscriminadamente contra os estudantes.
Nos dias seguintes à reintegração, a mobilização estudantil cresceu ainda mais e foram realizados atos na Praça da República e na Avenida Paulista. Ainda assim, segundo os alunos, a reitoria se nega a abrir o diálogo com os estudantes, que não desistiram de suas reivindicações.
Trabalhadores, operários, moradores de periferias, movimentos de mulheres, professores e servidores públicos também se manifestam a favor da greve e já confirmaram presença no ato.
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