PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Após repressão policial, estudantes de SP vão às ruas contra Tarcísio de Freitas

Estudantes de universidades publicas como a USP reivindicam aumento do auxílio permanência e melhorias sanitárias
Protesto de estudantes da USP.

Protesto de estudantes da USP.

— Guilherme Farpa/Divulgação

20 de maio de 2026

Após forte repressão policial e sem respostas para as reivindicações das greves estudantis que já chegam a um mês, estudantes das universidades estaduais paulista (USP, Unesp e Unicamp) vão às ruas de São Paulo nesta quarta-feira (20) para cobrar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Com concentração no Largo da Batata, a partir das 14h, o plano dos estudantes é marchar até o Palácio dos Bandeirantes e apresentar as reivindicações por mais investimento em educação, saúde, moradia e políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

Há um mês se desenvolve a greve na Universidade de São Paulo (USP), onde estudantes de vários cursos decretaram greve e reivindicam políticas que permitam que continuem seus estudos, como o aumento do auxílio permanência, melhorias sanitárias nos bandejões e manutenção de estruturas de vários campi.

Entre as exigências também está o aumento de funcionários do Hospital Universitário, que foram reduzidos nos últimos anos, ocasionando no encerramento do serviço de pronto-socorro e o fechamento de dezenas de leitos.

Leia mais: Erika Hilton aciona PGJ após ação violenta da PM na USP

Além da USP, a Universidade Estadual Paulista (UNESP) e a Universidade de Campinas (UNICAMP), também tem desenvolvido um processo de greve em vários campi e cursos, reivindicando, principalmente, mais verbas para a educação e para a permanência dos estudantes nas universidades. 

Sob intervenção do governador, a reitoria da USP se nega a negociar com os estudantes condições mais dignas de permanência, o que gerou uma ocupação ao prédio da reitoria. Na madrugada de 10 de maio, a Polícia Militar invadiu a ocupação enquanto estudantes dormiam, chegando a utilizar métodos de tortura, como corredor polônes e uso de gás lacrimogêneo indiscriminadamente contra os estudantes.

Nos dias seguintes à reintegração, a mobilização estudantil cresceu ainda mais e foram realizados atos na Praça da República e na Avenida Paulista. Ainda assim, segundo os alunos, a reitoria se nega a abrir o diálogo com os estudantes, que não desistiram de suas reivindicações. 

Trabalhadores, operários, moradores de periferias, movimentos de mulheres, professores e servidores públicos também se manifestam a favor da greve e já confirmaram presença no ato.

Leia mais: Brasileiros apoiam polícia melhor preparada e menos armas em circulação, revela pesquisa

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • A Alma Preta é uma agência de notícias e comunicação especializada na temática étnico-racial no Brasil.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano