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Erika Hilton aciona PGJ após ação violenta da PM na USP

Segundo denúncia do DCE, os policiais militares realizaram um corredor de agressões durante desocupação
Uma viatura da Polícia Militar de São Paulo (PMSP).

Uma viatura da Polícia Militar de São Paulo (PMSP).

— Reprodução/Rovena Rosa/Agência Brasil

11 de maio de 2026

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) informou, no domingo (10), que acionou a Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de São Paulo (PGJ/SP), órgão do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), contra o governo paulista e a reitoria da Universidade de São Paulo (USP), após ação policial truculenta em uma ocupação estudantil na instituição. 

A mobilização, iniciada na última quinta-feira (7), na reitoria do campus de São Paulo, reivindica melhores condições para a comunidade universitária, como reajuste no auxílio-permanência e melhorias nas moradias escolares. Entre as denúncias, os universitários relatam presença de larvas na alimentação fornecida pela USP. 

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Em nota, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP informou que, na madrugada do domingo (10), os policiais invadiram o local e utilizaram cassetetes e gás lacrimogêneo para forçar a desocupação, sem ordem judicial. 

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Houve também um “corredor polonês” para agredir os jovens, prática que consiste em encurralar pessoas entre duas fileiras de agentes para agredi-las. Quatro estudantes foram detidos no 7º Distrito Policial (DP), na Lapa, e liberados na mesma manhã.

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A organização divulgou vídeos do ocorrido, em que os PMs aparecem desferindo golpes de cassetetes contra os manifestantes e quebrando cadeiras que bloqueavam as entradas. Os agentes foram registrados retirando os alunos com gritos e empurrões.

Para Erika Hilton, a detenção dos alunos representa uma repressão ao direito constitucional ao protesto, sendo necessária uma resposta firme da Justiça. A parlamentar declarou, em nota nas redes sociais, que acompanhará o desdobramento do caso.

“Estudar é um direito. E não podemos aceitar que, quando o pobre finalmente consegue pisar na USP, o aparato de violência estatal decida pisar no pobre”.

A USP notificou, em comunicado oficial, que a instituição não foi informada previamente da operação de desocupação pela Polícia Militar. Hilton alerta que, caso o episódio de violência tenha sido premeditado pela instituição, é necessário realizar uma investigação com urgência. 

“Se a Polícia Militar decidiu agir por conta própria dentro da USP para calar, com violência, um protesto de estudantes que pedia por negociações com a reitoria, esse fato e os mandantes dessa operação precisam ser urgentemente investigados”, afirmou. 

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Em nota à Alma Preta, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) declarou que a ação, registrada pelas câmeras corporais, contou com cerca de 50 policiais e que houve uso moderado da força após suposta resistência física às ordens legais. 

O órgão ainda alega que houve situação de flagrante delito e crime permanente, contexto que teria dispensado a necessidade de ordem judicial ou notificação para a desobstrução do espaço. Após a detenção dos quatro estudantes, o caso foi registrado como dano ao patrimônio público e alteração de limites.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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