A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) informou, no domingo (10), que acionou a Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de São Paulo (PGJ/SP), órgão do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), contra o governo paulista e a reitoria da Universidade de São Paulo (USP), após ação policial truculenta em uma ocupação estudantil na instituição.
A mobilização, iniciada na última quinta-feira (7), na reitoria do campus de São Paulo, reivindica melhores condições para a comunidade universitária, como reajuste no auxílio-permanência e melhorias nas moradias escolares. Entre as denúncias, os universitários relatam presença de larvas na alimentação fornecida pela USP.
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Em nota, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP informou que, na madrugada do domingo (10), os policiais invadiram o local e utilizaram cassetetes e gás lacrimogêneo para forçar a desocupação, sem ordem judicial.
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Houve também um “corredor polonês” para agredir os jovens, prática que consiste em encurralar pessoas entre duas fileiras de agentes para agredi-las. Quatro estudantes foram detidos no 7º Distrito Policial (DP), na Lapa, e liberados na mesma manhã.
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A organização divulgou vídeos do ocorrido, em que os PMs aparecem desferindo golpes de cassetetes contra os manifestantes e quebrando cadeiras que bloqueavam as entradas. Os agentes foram registrados retirando os alunos com gritos e empurrões.
Para Erika Hilton, a detenção dos alunos representa uma repressão ao direito constitucional ao protesto, sendo necessária uma resposta firme da Justiça. A parlamentar declarou, em nota nas redes sociais, que acompanhará o desdobramento do caso.
“Estudar é um direito. E não podemos aceitar que, quando o pobre finalmente consegue pisar na USP, o aparato de violência estatal decida pisar no pobre”.
🚨 Estou acionando a Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de São Paulo contra o governo Tarcísio de Freitas, a Polícia Militar e a Reitoria da USP pela violência praticada nessa madrugada contra os estudantes que protestam por melhorias na universidade.
— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) May 10, 2026
O protesto, legítimo,…
A USP notificou, em comunicado oficial, que a instituição não foi informada previamente da operação de desocupação pela Polícia Militar. Hilton alerta que, caso o episódio de violência tenha sido premeditado pela instituição, é necessário realizar uma investigação com urgência.
“Se a Polícia Militar decidiu agir por conta própria dentro da USP para calar, com violência, um protesto de estudantes que pedia por negociações com a reitoria, esse fato e os mandantes dessa operação precisam ser urgentemente investigados”, afirmou.
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Em nota à Alma Preta, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) declarou que a ação, registrada pelas câmeras corporais, contou com cerca de 50 policiais e que houve uso moderado da força após suposta resistência física às ordens legais.
O órgão ainda alega que houve situação de flagrante delito e crime permanente, contexto que teria dispensado a necessidade de ordem judicial ou notificação para a desobstrução do espaço. Após a detenção dos quatro estudantes, o caso foi registrado como dano ao patrimônio público e alteração de limites.