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MPF pede garantia de aplicação da Lei de Cotas em vagas remanescentes na Ufam

Ação do Ministério Público Federal pede que a Universidade Federal do Amazonas aplique a política de cotas em vagas remanescentes e ociosas
Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

— Reprodução/Ufam

20 de maio de 2026

O Ministério Público Federal acionou a Justiça Federal para que a União e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) apliquem a Lei de Cotas (nº 12.711/2012) às vagas ociosas, remanescentes ou residuais, especialmente no Processo Seletivo Extramarco (PSE). 

Segundo a legislação, as universidades federais devem destinar no mínimo 50% das vagas em cada curso de graduação para o ingresso de pessoas negras, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência (PCDs) e estudantes de escolas públicas. 

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O MPF aponta que o PSE tem adotado normas administrativas que restringem a política afirmativa e excluem as vagas da reserva legal. O processo é destinado ao remanejamento de vagas remanescentes para ingressantes de reopção de curso, transferência externa ou interna ou portador de diploma de curso superior. 

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No entanto, a Ufam não estaria aplicando a política afirmativa quando as vagas não são preenchidas pelos processos seletivos regulares. Para o órgão, a prática contraria o objetivo da legislação e dificulta o acesso ao ensino superior federal.

A não aplicação da Lei de Cotas, destaca o Ministério Público, impacta diretamente a população negra, indígena, pessoas com deficiência e estudantes que concluíram o ensino médio em escolas públicas.

A ação civil pública pede, em caráter de urgência, a suspensão dos trechos normativos que autorizam a exclusão e a aplicação imediata da reserva de vagas para as cotas. O processo também solicita a condenação da Ufam e da União ao pagamento de R$ 5 milhões por dano moral coletivo. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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