PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Estudante de medicina firma acordo de R$ 720 mil por fraudar cota racial

Aluno havia ingressado indevidamente na Unirio em 2016 por meio de cotas para candidatos negros e indígenas
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

— Reprodução/Unirio

15 de maio de 2026

O Ministério Público Federal (MPF) firmou o terceiro Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com um estudante de medicina da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) para reparação do uso indevido de cotas raciais. A informação foi divulgada pela Agência Brasil.

Mesmo não preenchendo os requisitos previstos para a política afirmativa, o aluno ingressou na instituição em 2016 por meio de vagas reservadas aos candidatos negros e indígenas.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

Segundo o MPF, o discente terá que pagar uma indenização de R$ 720 mil, divididos em 100 parcelas mensais de R$ 7,2 mil. Ele também deverá participar de um curso de letramento racial com atividades teóricas e práticas, oferecido pela Unirio. 

Leia mais: Ação no STF defende autodeclaração de pretos e pardos como critério principal para cotas raciais

Os valores serão integralmente revertidos para o financiamento de bolsas destinadas aos estudantes negros do curso de medicina da universidade e à manutenção de programas educativos voltados às relações étnico-raciais e ao combate ao racismo estrutural. 

Em abril, o Ministério Público assinou outro TAC, de valor e medidas educativas iguais, com outro estudante do mesmo curso.De acordo com o órgão, a Unirio apresenta um déficit histórico de pessoas negras em seu quadro de docentes.

No acordo, a universidade também se comprometeu a reservar 35% das vagas do próximo edital para candidatos negros até que a sub-representação seja reparada, além de adotar processos seletivos unificados e de impedir o fracionamento de concursos. 

Leia mais: Bancada Negra da Câmara lança campanha pela PEC da Reparação

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano