A principal entidade de torcedores da seleção da Costa do Marfim afirmou que apoiadores marfinenses tiveram vistos negados pelos Estados Unidos e não poderão acompanhar a equipe na Copa do Mundo de 2026. A denúncia foi feita por Julien Kouadio Adonis, presidente do Comitê Nacional de Torcedores dos Elefantes (CNSE), organização que atua sob o Ministério do Esporte do país.
Segundo Kouadio, o grupo cancelou a viagem após receber a negativa das autoridades norte-americanas.
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“O governo dos Estados Unidos não quer ver torcedores de determinados países, incluindo a Costa do Marfim, em seu território. Os Estados Unidos foram claros conosco ao dizer que não querem ver nossos torcedores”, declarou em entrevista à agência de notícias AFP nesta quinta-feira (11).
O dirigente afirmou que a decisão afeta diretamente a atuação da entidade, responsável por organizar viagens de torcedores para acompanhar a seleção marfinense em competições internacionais.
“Essa situação nos machuca profundamente porque nos impede de cumprir nosso dever, que é apoiar nossa seleção”, acrescentou.
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Outras nações enfrentam restrições
A Costa do Marfim se junta a outros países na lista de nações afetadas pelas políticas de visto dos EUA. Na semana passada, autoridades americanas barraram a entrada do árbitro somali Omar Artan, eleito o melhor árbitro da África em 2025. Mais de uma dezena de membros da equipe de apoio da seleção do Irã também tiveram a entrada negada.
Em março, Kouadio disse à AFP que esperava que 500 torcedores viajassem para os Estados Unidos. Com o cancelamento, apenas um punhado de dirigentes do comitê recebeu autorização para viajar.
O dirigente informou que os poucos dirigentes autorizados a viajar cuidarão dos torcedores marfinenses residentes nos Estados Unidos. O comitê estima que mais de mil torcedores da Costa do Marfim baseados no país compareçam às partidas.
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