O Haiti, próximo adversário do Brasil na Copa do Mundo de 2026, enfrenta uma crise humanitária classificada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como a “mais grave do Hemisfério Ocidental”.
A seleção haitiana disputa a Copa do Mundo pela primeira vez em 52 anos. O país enfrenta a seleção brasileira em partida no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, nos Estados Unidos, a partir das 21h30 (horário de Brasília) desta sexta-feira (19).
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Há anos, a nação caribenha enfrenta graves problemas humanitários, políticos e de segurança. Cerca de 85% da capital, Porto Príncipe, sofre com o domínio de grupos armados e com o aumento da violência de gangues. Em julho de 2021, a situação de segurança pública se intensificou com o assassinato do presidente Jovenel Moïse.
Desde 2016 o Haiti não realiza eleições presidenciais e, em 2023, dois anos após a morte do então chefe de Estado, todos os mandatos foram encerrados. Apesar da formação de um novo governo de transição em 2024 para tentar restaurar a estabilidade, o ex-primeiro-ministro Ariel Henry acabou renunciando sob pressão de grupos armados no início do mesmo ano.
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Um Conselho Presidencial de Transição foi formado em 2024 para liderar a transição e tentar restaurar a estabilidade do país que, atualmente, tem como primeiro-ministro Alix Didier Flis-Aimé.
De acordo com a ONU, a insegurança alimentar atinge quase 6 milhões de haitianos. A fome aguda, aponta o Programa Mundial de Alimentos (PMA), afeta cerca de 4,3 milhões.
Outras 1,5 milhão de pessoas vivem como deslocadas internas em decorrência da violência. Até o início de 2026, a crise deixou mais de 2,3 mil mortos e 1,1 mil feridos.
A organização ainda destaca que o Haiti conta com 6,4 milhões de pessoas que precisam de auxílio. O número representa pouco mais que a metade da população nacional, de 11,6 milhões de habitantes.
Segundo um relatório da Anistia Internacional, publicado em fevereiro de 2025, também houve um aumento crítico do recrutamento forçado de crianças e adolescentes por gangues, com destaque para Porto Príncipe. O documento destaca um crescimento de 70% em um ano.
A denúncia também reuniu relatos de violência sexual, estupro ou comércio sexual promovidos pelos grupos criminosos, com casos que envolvem vítimas de estupro coletivo e sequestro.
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