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Pressão da Geração Z faz diversidade virar prioridade nas empresas, diz pesquisa

Em diálogo com o novo quadro de funcionários, as estratégias de Diversidade e Inclusão (D&I) auxiliam gestores no engajamento e no bem-estar das equipes
Um grupo de jovens negros olhando para a tela de um notebook.

Um grupo de jovens negros olhando para a tela de um notebook.

— Reprodução/Magnific

12 de julho de 2026

A entrada maciça da Geração Z no mercado de trabalho tem redesenhado o perfil das lideranças e, consequentemente, suas estratégias. Prezando por ambientes de trabalho colaborativos, equitativos e inclusivos, um novo olhar sobre as equipes já está em pauta entre gestores de nível internacional. 

Segundo o último relatório da McKinsey & Company, “Panorama das Organizações em 2026”, as mudanças sopram a favor, sobretudo, de estratégias de Diversidade e Inclusão (D&I) como motor de mudanças nas organizações. Para se ter uma noção, a consultoria estima que 90% dos 10 mil líderes globais tratam estratégias de diversidade e inclusão nesse momento como prioridade. 

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O mercado de diversidade e inclusão dá indícios de uma retomada global até o ano de 2028. Segundo a McKinsey, quase metade das organizações que reduziram seus investimentos em D&I espera retomá-los, pelo menos parcialmente, em até dois anos.

Em diálogo com equipes plurais, as estratégias devem auxiliar gestores no engajamento dos colaboradores e na promoção do bem-estar das equipes; como contrapartida, as empresas esperam fechar com um balanço financeiro superior ao de seus pares. 

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Atento às transformações do mercado, o relações-públicas e gestor da CRIATIVOS, Rodrigo Almeida, explica que as iniciativas de diversidade e inclusão facilitam a atração e retenção de novos talentos, principalmente os que adentram neste momento o mercado.

Para o empresário, o diálogo e o pertencimento em ambientes inclusivos, seja geracional ou através de lideranças femininas, negras, LGBTQIAPN+, além dos jovens, idosos ou pessoas com deficiência, representam a oportunidade de expandir os horizontes e dialogar com a nova onda de consumidores. 

“Estratégias com foco em diversidade e inclusão devem ser a base de uma cultura organizacional empresarial em nosso país. O mercado brasileiro, ainda emergente, caminha a passos lentos em direção a esse objetivo, o que abre margem para uma crítica por parte da nova geração mais engajada com transformações reais. Esse repertório amplo do D&I é traduzido em métricas reais, com a ampliação do acesso ao mercado de trabalho, desempenho e experiência dos colaboradores, estímulo à criatividade e à inovação. Em contrapartida, a gestão também ganha, gerando uma melhor experiência para os clientes”, comenta o empresário. 

O relações-públicas e gestor da CRIATIVOS, Rodrigo Almeida. (Créditos: Divulgação)

Não é à toa que, segundo a McKinsey, aproximadamente 81% das empresas devem manter ou ampliar seus esforços nessa área. Segundo Rodrigo Almeida, esse fenômeno fortalece as relações interpessoais, comerciais e comunitárias entre empresas e públicos interessados, alavancando a reputação organizacional.

A análise interna da McKinsey também permite observar o desempenho do quadro de funcionários. Segundo o relatório, o desempenho no trabalho aumentou 56%; o risco de rotatividade diminui 50% e os colaboradores têm 47% mais probabilidade de permanecer na organização. 

Há uma década presente nas áreas de relações públicas e assessoria de imprensa, Almeida cita que as estratégias de D&I na CRIATIVOS são alinhadas ao propósito e aos valores da organização, tornando o case conhecido na cena nacional. Segundo o gestor, trabalhar com uma equipe diversa e multidisciplinar eleva o desempenho e a qualidade da tomada de decisões.

“Empresas que valorizam diferentes perspectivas conseguem compreender melhor seus públicos, inovar com mais consistência e formar equipes preparadas para responder aos desafios de um mercado em constante transformação. Nos próximos anos, o cenário corporativo deve ser guiado por pessoas, e isso exige lideranças capazes de ouvir, incluir e transformar diferentes visões em resultados”, conclui.

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