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Novo instituto de mulheres negras quer combater desigualdades no mercado de trabalho

Instituto Iyalodês nasce para criar caminhos de liderança por meio de redes e mentorias gratuitas
A comunicadora Gabriela Bitencourth (esquerda) e a executiva Ana Chaves (direita), líderes do Instituto Iyalodês.

A comunicadora Gabriela Bitencourth (esquerda) e a executiva Ana Chaves (direita), líderes do Instituto Iyalodês.

— Divulgação

2 de maio de 2026

O Instituto Iyalodês, iniciativa voltada ao fortalecimento do protagonismo de mulheres negras e periféricas, surge no Brasil como resposta a um cenário persistente de desigualdade no acesso a oportunidades e liderança.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que mulheres negras estão entre os grupos com menor rendimento médio do país e maior taxa de informalidade. No topo das organizações, a presença também é mínima: levantamento do Instituto Ethos aponta que elas ocupam menos de 1% dos cargos executivos nas maiores empresas brasileiras. 

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Criado a partir da escuta ativa e da vivência de mulheres negras, o instituto se posiciona como um espaço de acolhimento, desenvolvimento pessoal e fortalecimento coletivo. A iniciativa aposta na construção de redes, na troca de saberes e em mentorias como ferramentas para impulsionar trajetórias e ampliar o acesso a oportunidades. Atualmente, são dez mulheres mentoradas pelo instituto, com encontros coletivos e individuais, oferecidos de forma integralmente gratuita. 

Leia mais: Recuo de 5% nos cargos liderados por mulheres situa Brasil na contramão do mercado global

O ponto de partida é um diagnóstico direto: muitas mulheres negras constroem suas trajetórias profissionais e pessoais de forma isolada, sem acesso a redes estruturadas de apoio, um dos principais fatores que limitam mobilidade social e crescimento de carreira. 

“A gente acredita que nenhuma mulher precisa chegar sozinha. Quando uma cresce, ela puxa outras — e isso muda tudo”, afirma a cofundadora e mentora Gabriela Bitencourth. 

Inspirado no conceito de um “quilombo contemporâneo”, o instituto propõe a criação de ambientes seguros de escuta, troca e expansão, onde experiências individuais se

transformam em força coletiva. A proposta dialoga com evidências: estudos da McKinsey & Company indicam que redes de apoio e mentoria aumentam significativamente as chances de progressão profissional para grupos sub-representados. 

“Desenvolvimento não acontece no isolamento. Ele nasce da troca, do cuidado e da construção conjunta. É isso que estamos construindo aqui”, destaca Ana Chaves, executiva de Recursos Humanos com mais de 17 anos de experiência em liderança e desenvolvimento humano. 

Primeiro evento do Instituto Iyalodês

Como marco inicial, o instituto realiza a primeira edição do Encontro da Casa Iyalodês – Conversas que potencializam mulheres pretas, no dia de maio, das 14h às 17h30, no Auditório da Pina Luz. 

O evento será aberto ao público e marca o início de uma série de encontros que unem desenvolvimento pessoal, troca coletiva e fortalecimento de redes.

“Esse encontro é um convite: para que mulheres negras ocupem seus espaços, contem suas histórias e se reconheçam como protagonistas da própria vida”, reforça Gabriela. 

Leia mais: Contratação de mulheres negras cresce, mas desigualdade salarial persiste

Serviço 

Encontro da Casa Iyalodês – Conversas que potencializam mulheres pretas

Data: 9 de maio de 2026 

Horário: das 14h às 17h30 

Local: Pinacoteca de São Paulo – Auditório da Pina Luz | Praça da Luz, 2 – Luz, São Paulo – SP

️ Entrada: gratuita e aberta ao público 

Inscrições no link.

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