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Evento debate efeitos do racismo e da sobrecarga na saúde mental das mulheres negras

Atividade em Salvador vai dialogar sobre os impactos do racismo estrutural, das desigualdades de gênero e da sobrecarga histórica de cuidados sobre a saúde mental dessa população
Uma jovem negra sentada e olhando para uma janela.

Uma jovem negra sentada e olhando para uma janela.

— Reprodução/Magnific

25 de julho de 2026

O Conselho Estadual de Saúde da Bahia (CES/BA), em parceria com a Comissão Intersetorial de Saúde da Mulher (Cismu) e o Fórum de Mulheres na Saúde Bahia, realiza, no dia 28 de julho, das 8h às 12h, a Reunião Ampliada “Julho das Pretas: Diálogos sobre Saúde da Mulher Negra”.

O evento será no Auditório Lúcia Alencar, na sede da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, com entrada gratuita e aberta ao público.

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Com o tema central “Saúde da Mulher Negra: Equidade, Cuidado e Bem Viver no SUS”, a atividade propõe um espaço qualificado de diálogo entre especialistas, gestores, trabalhadores da saúde, conselheiros, representantes de movimentos sociais e sociedade civil para debater os impactos do racismo estrutural, das desigualdades de gênero e da sobrecarga histórica de cuidados sobre a saúde mental da população feminina negra.

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A programação será organizada em dois painéis temáticos. O primeiro, intitulado “Saúde Mental da Mulher Negra: Racismo, Cuidado e Resistência”, tratará do racismo como determinante social da saúde, abordando seus reflexos concretos no sofrimento psíquico, como ansiedade e depressão, e os efeitos da violência de gênero e racial sobre a vida e o corpo das mulheres negras.

O painel também discutirá as estratégias necessárias para garantir acolhimento qualificado e humanizado na rede pública de saúde.

O segundo painel, “O SUS e o cuidado em saúde mental da mulher negra: desafios e caminhos para a equidade”, trará um olhar prático e propositivo, com foco na implementação da Política Estadual de Saúde Integral da População Negra.

Serão debatidos caminhos para ampliar o acesso aos serviços de saúde mental, reduzir desigualdades assistenciais e fortalecer o papel dos Conselhos de Saúde e do controle social na formulação de políticas públicas voltadas à equidade racial e de gênero.

“A saúde mental da mulher negra não pode ser tratada como tema à parte. Ela é central para qualquer política de saúde que se pretenda justa e integral. O racismo adoece, a sobrecarga adoece, a invisibilidade adoece. E o SUS precisa estar preparado para acolher essas mulheres com equidade e cuidado. É isso que vamos debater nessa reunião”, afirmou Marcos Gêmeos, presidente do Conselho Estadual de Saúde da Bahia.

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A atividade integra a agenda do Julho das Pretas, mês dedicado à valorização, proteção e visibilidade das mulheres negras.

O evento é direcionado a conselheiros e conselheiras de saúde, trabalhadores da rede assistencial do SUS, gestores públicos, integrantes de movimentos de mulheres negras, estudantes, usuários do sistema de saúde e representantes da sociedade civil com interesse nas temáticas de equidade racial e de gênero.

A participação é gratuita mediante inscrições aqui.

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