PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Após eleições, Uganda tem 30 apoiadores da oposição mortos e 2 mil presos, diz exército

Apoiantes do candidato presidencial da Plataforma de Unidade Nacional (NPU) e líder da oposição Robert Kyagulanyi, também conhecido como Bobi Wine, correm para se proteger do gás lacrimogêneo disparado por agentes da polícia ugandesa durante uma operação de dispersão após o comício da sua campanha presidencial em Kampala, em 24 de novembro de 2025.

Apoiantes do candidato presidencial da Plataforma de Unidade Nacional (NPU) e líder da oposição Robert Kyagulanyi, também conhecido como Bobi Wine, correm para se proteger do gás lacrimogêneo disparado por agentes da polícia ugandesa durante uma operação de dispersão após o comício da sua campanha presidencial em Kampala, em 24 de novembro de 2025.

— Badru Katumba/AFP

25 de janeiro de 2026

Na sexta-feira (23), o chefe do exército de Uganda, Muhoozi Kainerugaba, filho do recém-reeleito presidente, Yoweri Museveni, declarou que, após as eleições presidenciais realizadas em 15 de janeiro, 30 apoiadores da oposição foram mortos e 2 mil foram detidos após a votação.

Kainerugaba publicou a informação nas redes sociais acusando os opositores mortos de serem terroristas: “Até agora matamos 30 terroristas do NUP”, referindo-se à sigla em inglês do partido da oposição, a Plataforma de Unidade Nacional. Em outra publicação, Kainerugaba também acusou os presos de serem vândalos. Além disso, o chefe militar de Uganda ameaçou as lideranças opositoras: “A maior parte dos líderes da NUP está escondida. Nós vamos pegar todos eles.”

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

Conforme informações da agência francesa de notícias AFP, o líder do NUP, Robert Kyagulanyi, conhecido como Bobi Wine, derrotado nas eleições, está escondido e acusa as forças de segurança de invadirem sua casa após as eleições, descritas por ele como um “roubo descarado”.

Neste mês, Museveni, de 81 anos, conquistou seu sétimo mandato com 72% dos votos contra 25% de Wine, de acordo com a Comissão Eleitoral local. Observadores africanos e ONGs internacionais criticaram a repressão à oposição e o corte do acesso à internet no país em meio às eleições.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse na quinta-feira (22) que estava “acompanhando com preocupação a situação após as eleições em Uganda, incluindo relatos de prisões, detenções e incidentes violentos envolvendo figuras da oposição e apoiadores”.

A União Europeia também expressou preocupação na sexta-feira (23), declarando: “Lamentamos a violência e as ameaças pré e pós-eleitorais, particularmente contra o líder da oposição Robert Kyagulanyi.”

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • A Alma Preta é uma agência de notícias e comunicação especializada na temática étnico-racial no Brasil.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano