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Chade: candidatos à presidência barrados de eleição realizam protesto

Dez candidatos, incluindo dois dos principais opositores ao regime militar do Chade, protestaram na quarta-feira (27) depois de terem sido impedidos de participar nas eleições presidenciais do país, marcadas para o dia 6 de maio.
Chade

30 de março de 2024

No domingo (24), o tribunal constitucional de N’Djamena disse que os seus pedidos foram rejeitados por “irregularidades”. Eles prometeram, durante coletiva de imprensa, “revidar” e impedir que o atual presidente, o general Mahamat Idriss Déby Itno, leve o país a uma “ditadura”.

Denunciando o que classificou de “razões falaciosas” do tribunal, um dos candidatos barrados leu durante a manifestação uma declaração assinada pelos outros manifestantes apelando à mobilização do povo e à utilização de todos os meios legais “para salvar o país da ditadura”.

O protesto ocorre um mês após a morte a tiros do principal rival político do atual presidente, Yaya Dillo, baleado em um ataque do Exército chadiano à sede de seu partido, o Partido Socialista Sem Fronteiras (PSF). O substituto de Dillo, Nassour Ibrahim Koursami, estava no protesto entre os candidatos barrados, ao lado do proeminente oponente Rakhis Ahmat Saleh.

O general Déby está entre os dez candidatos que o conselho permitiu concorrer. Ele foi proclamado presidente por uma junta de generais em 2021, após a morte de seu pai, Idriss Déby Itno, que governou o país do Sahel durante mais de três décadas.

O então presidente do Chade, Idriss Déby Itno, que governou o país de 1990 até sua morte, em 2021, caminha durante encontro da União Africana (UA), em Addis Abeba, na Etiópia, em 10 de fevereiro de 2020
O então presidente do Chade, Idriss Déby Itno, que governou o país de 1990 até sua morte, em 2021, caminha durante encontro da União Africana (UA), em Addis Abeba, na Etiópia, em 10 de fevereiro de 2020 (Michael Tewelde/AFP)

Segundo a agência AFP, analistas políticos, diplomatas e figuras da oposição concordam que os outros candidatos aprovados foram nomeados para dar um aspecto pluralista ao escrutínio ou não tiveram apoio político e poucas possibilidades de vitória.

A Human Rights Watch (HRW) pediu por uma investigação independente sobre o assassinato de Yaya Dillo, argumentando que o ataque do Exército “levanta sérias preocupações sobre o ambiente nas eleições marcadas para maio”.

*Com informações da agência AFP

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