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Interferência externa na Tanzânia é repudiada por chanceler da China

Chefe da diplomacia chinesa esteve na Tanzânia em visita oficial e defendeu a soberania do país africano
O chanceler da China, Wang Yi (à esquerda), ao lado da presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan (à direita), durante encontro na maior cidade tanzaniana, Dar es Salaam, 10 de janeiro de 2026

O chanceler da China, Wang Yi (à esquerda), ao lado da presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan (à direita), durante encontro na maior cidade tanzaniana, Dar es Salaam, 10 de janeiro de 2026

— Governo da Tanzânia/AFP

11 de janeiro de 2026

No sábado (10), o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, deu uma declaração contra a interferência estrangeira na Tanzânia, ao encerrar uma visita no país africano no qual se encontrou com a presidente tanzaniana, Samia Suluhu Hassan. Durante a visita, o chefe da diplomacia chinesa evitou menções aos episódios de violência registrados no país africano que afastaram países do Ocidente.

Wang Yi é o primeiro chanceler a fazer uma visita oficial à Tanzânia desde os episódios de violência durante manifestações em meio às eleições no final do ano passado. Segundo a oposição tanzaniana, pelo menos 2.000 pessoas foram mortas por forças de segurança após as eleições legislativas e presidenciais realizadas em 29 de outubro, criticada por observadores internacionais.

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Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da China divulgou declarações do chanceler apontando que “apoia a Tanzânia na salvaguarda de sua soberania, independência e dignidade nacional, assim como a busca por um caminho adequado às suas condições nacionais”. O chanceler também afirmou que a China “se opõe a qualquer força interferência externa nos assuntos internos da Tanzânia, sob qualquer pretexto”.

Em comunicado conjunto, autoridades tanzanianas disseram que Wang parabenizou o país pela “condução bem-sucedida” das eleições “reiterou sua total confiança na liderança e nas instituições da Tanzânia para gerir os assuntos internos de forma independente”.

A China reforçou seus investimentos nas zonas econômicas especiais de baixos impostos do país, onde 343 projetos financiados pela China, totalizando US$ 3,1 bilhões (cerca de R$ 16,6 bilhões), foram registrados apenas em 2025, segundo informações divulgadas pela chancelaria da Tanzânia.

Depois da Tanzânia, Wang deve visitar o Lesoto, onde as tarifas dos Estados Unidos tensionaram as relações com Washington. Na sexta-feira (9), Wang cancelou o que seria a primeira visita de um chanceler chinês à Somália desde que o Estado colapsou em 1991.

A Tanzânia é um dos países mais populosos da África, com uma população de cerca de 64 milhões de pessoas, das quais cerca de 63% são cristãs e 34% são muçulmanas. Banhada pelo Oceano Índico, a região conquistou sua independência do Reino Unido em 1963 e faz fronteiras com Moçambique, Malauí, Zâmbia, República Democrática do Congo, Ruanda, Burundi, Uganda e Quênia.

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