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Líbia anuncia acordo bilionário de energia com empresas de França e EUA

Estadunidenses e franceses tiveram participação importante na invasão da Líbia pela OTAN, em 2011, que levou à destruição do país e instabilidade que dura até os dias atuais
Delegados e visitantes se reúnem nos pavilhões de França e Estados Unidos o primeiro dia da Cúpula de Energia e Economia da Líbia, em Trípoli, 24 de janeiro de 2026

Delegados e visitantes se reúnem nos pavilhões de França e Estados Unidos o primeiro dia da Cúpula de Energia e Economia da Líbia, em Trípoli, 24 de janeiro de 2026

— Mahmud Turkia/AFP

25 de janeiro de 2026

Neste sábado (26), a Líbia assinou um acordo petrolífero no valor de mais de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 105,7 bilhões) com a francesa TotalEnergies e a norte-americana ConocoPhillips, com o objetivo de aumentar a produção de petróleo em 850 mil barris por dia durante os próximos 25 anos.

O primeiro-ministro da Líbia, Abdulhamid Dbeibah, afirmou que o acordo com as empresas de energia geraria receitas superiores a US$ 370 bilhões (R$ 1,95 trilhão) ao longo dos 25 anos de vigência do contrato, acrescentando que o financiamento não conta com orçamento estatal.

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O anúncio foi realizado durante a abertura da Cúpula de Energia e Economia da Líbia, na capital do país, Trípoli, que contou com a presença de Massad Boulos, conselheiro para o Oriente Médio do presidente dos EUA, Donald Trump, assim como outras autoridades, incluindo representantes da Turquia e do Egito.

Dbeibah disse que a Líbia também deve assinar um acordo com outra empresa dos EUA, a gigante de energia Chevron, para a exploração e desenvolvimento da produção de petróleo. Da mesma forma, o premiê líbio apontou que um acordo à parte deve ser assinado com o Egito para apoiar serviços no setor.

A Líbia produz atualmente cerca de 1,5 milhão de barris de petróleo por dia e detém as maiores reservas de petróleo da África, estimadas em 48,4 bilhões de barris.

A indústria petrolífera da Líbia, assim como todo o país, enfrenta graves problemas, inclusive de segurança, com o país ainda enfrentando as consequências da invasão realizada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em 2011, que terminou com a morte do líder líbio Muammar Kadafi. Estados Unidos e França estiveram entre as lideranças da invasão militar.

Atualmente, a Líbia está dividida entre um governo reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), em Trípoli, liderado por Dbeibah, e a administração do comandante militar Khalifa Haftar, no leste.

Boulos descreveu a cúpula de energia como “uma oportunidade para se tornar um parceiro econômico de primeira linha dos Estados Unidos”. Além disso, afirmou que o evento é “uma potencial plataforma de lançamento para o retorno da Líbia como uma superpotência energética global”.

Masoud Suleman, chefe da Corporação Nacional de Petróleo da Líbia, disse que uma nova rodada de licenciamento para exploração de petróleo e gás será anunciada no próximo mês. A última licitação da Líbia para exploração de hidrocarbonetos aconteceu antes da invasão, entre 2007 e 2008, e se concentrou na exploração de gás natural.

Texto com informações da agência de notícias francesa AFP

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