PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais de 1,1 mil refugiados da Mauritânia chegam ao Mali em uma semana, diz relatório da ONU

O campo de M'Berra, em Bassikounou, na Mauritânia, abrigando refugiados do Mali, 7 de junho de 2022

O campo de M'Berra, em Bassikounou, na Mauritânia, abrigando refugiados do Mali, 7 de junho de 2022

— Guy Peterson/AFP

28 de dezembro de 2025

Pelo menos 1.103 pessoas fugindo de situações de insegurança no Mali entraram na Mauritânia, publicou em novo relatório, na sexta-feira (26), o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). A agência acrescentou que as condições enfrentadas pelos recém-chegados são “difíceis” e que 7.310 refugiados já foram contabilizados desde 24 de outubro. Desse total, 19% são mulheres adultas e 68% são crianças.

O fluxo de refugiados da Mauritânia nos últimos dois meses ocorre após um bloqueio de um grupo jihadista que conturbou o cotidiano na capital do Mali, Bamako, e em outras regiões do país. O Mali tem visto vários bloqueios desse tipo nos últimos meses, realizados por jihadistas do Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (JNIM), ligado à Al-Qaeda.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

O grupo comete atos violentos desde 2012, mergulhando o Mali em um estado contínuo de insegurança, agravado pela atividade de gangues criminosas.

Em meio a esse cenário, desde o final de outubro há um fluxo constante de refugiados para a Mauritânia vindos do Mali, onde a situação de segurança permanece “muito instável”, segundo o ACNUR. A agência relata dificuldades na identificação dos refugiados, uma vez que a fronteira entre os países é extensa e porosa.

A agência contabilizou 188 famílias entrando na Mauritânia esta semana e um total de 1.161 famílias desde 24 de outubro, mas acrescentou que os números reais provavelmente são maiores.

Segundo a ACNUR, como muitos usam pontos de passagem informais para entrar na Mauritânia, é difícil identificá-los, registrá-los e fornecer ajuda.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • A Alma Preta é uma agência de notícias e comunicação especializada na temática étnico-racial no Brasil.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano