Na sexta-feira (26), o ministro das Relações Exteriores da Nigéria, Yusuf Tuggar, sinalizou que pode haver mais ataques contra grupos jihadistas no país, após a ação durante o Natal realizada por forças dos EUA no noroeste do país, no estado de Sokoto.
“É algo em andamento, estamos trabalhando com os EUA e outros países. Estamos prontos para colaborar com todos que estão prontos para trabalhar conosco para combater o terrorismo e assegurar a segurança na nossa região”, disse o chanceler em entrevista à emissora local Channels TV.
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Segundo Tuggar, a operação dos EUA foi uma ação conjunta com o governo nigeriano, que teria fornecido informações de inteligência para o ataque na quinta-feira (25). O site norte-americano Politico publicou que fontes do Pentágono afirmaram que trabalharam com o governo nigeriano para realizar os ataques.
A Nigéria, país mais populoso da África, enfrenta crises de segurança com rebeldes islâmicos desde 2009, com ataques, invasões e sequestros na região noroeste do país.

Os ataques na quinta-feira (25) ocorreram após uma série de declarações de Donald Trump pressionando Abuja por ações militares no país devido a uma suposta perseguição contra cristãos no país, o que é rejeitado pela Nigéria. Trump chegou a ameaçar o país africano de invasão.
A ação no Natal foi anunciada por ambos os países como um ataque contra o autointitulado Estado Islâmico, mas não há detalhes. O número de mortos também é incerto. O Comando dos EUA para a África divulgou que houve “múltiplos mortos” no ataque.
Segundo um comunicado do ministro da Informação da Nigéria, Mohammed Idris, disse em um comunicado que os ataques dos EUA usaram 16 munições guiadas lançadas de drones MQ-9 Reaper de média altitude, que partiram do golfo da Guiné, “neutralizando com sucesso” elementos do Estado Islâmico que tentavam entrar na Nigéria por meio do Sahel.